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São Vicente: Vereadores da UCID voltam a denunciar alegadas ilegalidades e abuso de poder na câmara 18 Mar�o 2022

Os três vereadores eleitos nas listas da UCID na Câmara Municipal de São Vicente vieram hoje publicamente denunciar “ilegalidades e abuso de poder”, alegadamente perpetrados pelo presidente da autarquia, e pedem “reação forte” das autoridades.

São Vicente: Vereadores da UCID voltam a denunciar alegadas ilegalidades e abuso de poder na câmara

Em conferência de imprensa no Mindelo, o vereador Samuel Santos começou, segundo a Inforpress, por pedir as desculpas aos jornalistas presentes devido ao espaço onde a mesma decorreu, que ele designou de “suposto gabinete”, nos Paços do Concelho, porque, acusou, o presidente da câmara, além de “bloquear o acesso à sala de reuniões e ao Salão Nobre” da autarquia, resolveu agora “reter as chaves das duas salas em seu poder”.

Ladeado pelos colegas vereadores Neusa Sança e Anilton Andrade, o porta-voz dos deputados da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) declarou que a situação que se vive na Câmara Municipal de São Vicente “é gritante” com o “bloqueio e a falta de transparência” por parte do presidente Augusto Neves.

Samuel Santos lembrou que em Julho de 2021 houve uma mediação da Assembleia Municipal de São Vicente em que o presidente esteve presente, aceitou os termos do memorando de entendimento saído da reunião, mas o facto, sustentou, é que “retém o documento e não cumpre o que ficou estabelecido”.

“Mas há instituições no País que devem agir e restaurar a legalidade e a democracia na Câmara Municipal de São Vicente”, concretizou a mesma fonte, que disse aguardar por respostas da tutela dos municípios e da própria Assembleia Municipal.

Acrescenta a mesma fonte que os vereadores da UCID, 17 meses depois das eleições autárquicas de Outubro de 2020, dizem que os respectivos pelouros estão ainda “sem competências”, mas que mesmo assim tentam trabalhar, mas são “sempre barrados”, já que o presidente, acusou o vereador, criou um “clima crispado”, por isso é a ele quem compete “pôr um fim a esta situação” e “permitir que os vereadores trabalhem”.

Sobre as acusações de falta de transparência na gestão municipal, Samuel Santos indicou hoje “a não disponibilização à câmara” pelo presidente de informações e contratos sobre a relação da dívida com os credores e os prestadores de serviço.

“Flagrante é uma suposta terceirização do serviço de recolha de lixo aos fins-de-semana feito à base de clientelismo com um privado que utiliza os próprios equipamentos e veículos da câmara”, denunciou o vereador da UCID.

Outro exemplo de clientelismo, segundo a mesma fonte, é a nomeação, por Augusto Neves, de um “seu amigo político” para o conselho de administração da Zona Especial de Economia Marítima – São Vicente (ZEEEM-SV), nome que, vincou Samuel Santos, tinha sido chumbado em sessão camarária.

“Tudo o que estamos a dizer está registado em actas das sessões da câmara, cujos extratos são públicos, pelo que esperamos que haja reacções fortes das instituições democráticas do País para repor a legalidade na Câmara Municipal de São Vicente”, sintetizou o vereador eleito nas listas da UCID.

Augusto Neves preside a câmara desde 25 de Outubro de 2020, foi eleito nas listas do MpD, juntamente com mais três vereadores, cabendo os restantes cinco vereadores à UCID, com quatro, e ao PAICV, com dois vereadores, escreve a Inforpress.

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