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São Vicente: Vigilantes asseguram continuação da luta e prognosticam greve para Fevereiro – sindicato 02 Janeiro 2022

O representante do sindicato da Indústria Geral, Alimentação Construção Civil e Afins (Siacsa), Heidy Ganeto, garantiu que os vigilantes em São Vicente vão continuar a luta e já contam realizar uma nova greve em Fevereiro.

São Vicente: Vigilantes asseguram continuação da luta e prognosticam greve para Fevereiro – sindicato

Conforme este responsável, os agentes de segurança privada, que estiveram em greve desde dia 31 de Dezembro e com término às oito horas de hoje, fazem um balanço “não tão positivo” da adesão, mas os que participaram mostraram o “desagrado” pelos seus direitos que não estão a ser cumpridos.

“Tivemos uma adesão de cerca de 60 por cento (%) no primeiro dia, 31, mas depois nos outros dias rondou os 50%, mas acredito que mesmo assim fez algum efeito, porque tive informação de vigilantes que estiveram nos postos 24 horas porque não tiveram quem os substituir”, sustentou o sindicalista, admitindo que a participação dos trabalhadores foi “muito condicionada” pelas empresas através de “várias ameaças”.

A paralisação, segundo a mesma fonte, teve como objectivo chamar atenção da Direcção-Geral do Trabalho, da Inspecção-Geral do Trabalho e do Ministério da Administração Interna para a grelha salarial que deveria entrar em vigor desde Maio último mas “algumas empresas estão a cumprir e outras não”.

“Vamos continuar com a nossa luta e os vigilantes que participaram da greve já propuseram uma nova greve para Fevereiro, até lá iremos ver como as coisas vão evoluir e depois decidir”, reiterou Heidy Ganeto, adiantando, por outro lado, que ainda aguardam o desfecho de um processo entregue no Tribunal de São Vicente desde mês de Agosto.

Encetando outras vias de “pressão”, o Siacsa e os agentes de segurança privada, apelam agora ao Presidente da República e pretendem agendar um encontro com ele assim que se deslocar a São Vicente.

“Já não sabemos mais a quem apelar e agora contamos que o Presidente nos possa ajudar, porque nós estamos a fazer o nosso trabalho e a cumprir os nossos deveres, mas os nossos direitos estão a ser violados desde 2017”, concretizou Heidy Ganeto, para quem o Governo “não está a fazer nada” por eles. A Semana com Inforpress

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