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São Vicente: JMN vence com 46,1% em 24 mesas 19 Outubro 2021

Aconteceu uma reviravolta política. O ex-primeiro-ministro, José Maria Neves, foi escolhido pelos são-vicentinos para ser o Presidente da República de Cabo Verde, eleito logo à primeira volta, com 46,1% dos votos (11.157) conquistados em 24 das 32 mesas, nas eleições presidenciais realizadas no último domingo, 17 de outubro, de acordo com os dados provisórios da CNE.

São Vicente: JMN vence com 46,1% em 24 mesas

Das 32 mesas de assembleia de voto, distribuídas em toda a ilha da São Vicente, o candidato vencedor, José Maria Neves, apoiado pelo PAICV, conquistou a maioria em 24 mesas de voto, enquanto o candidato apoiado pelo MpD, Carlos Veiga, ganhou (39,4%) em apenas 8 mesas – obteve 9.537votos.

Os outros cinco concorrentes a PR não alcançaram maioria em nenhuma das mesas de voto referidas.

A candidatura de José Maria Neves, representada em São Vicente pela mandatária Helena Leite, considera que «esta vitória representa uma derrota à falta de vergonha que o povo mostrou que não era obrigado a aceitar».

Helena Leite salienta que ficou chocada ao constatar algumas famílias na ilha sem pão de pôr na mesa e a candidatura adversária, especificamente de Carlos Veiga, juntamente com António Monteiro, ofendeu as pessoas com a ostentação da riqueza.

“O fenómeno UCID, especificamente António Monteiro, que se juntou à candidatura de Carlos Veiga, foi pouco compreensível e mais uma ofensa aos Cabo-verdianos e pior ainda à ilha de São Vicente que confiou no partido UCID”, sustenta.

A mesma fonte é de opinião que, dentro do partido UCID, é necessário que surja uma voz para pedir a saída do António Monteiro do partido.

Helena Leite destaca que não tem dúvidas de que JMN é um homem com o perfil para ser o Presidente da República de Cabo Verde, que fará uma presidência à altura das necessidades edos desafios dos cabo-verdianos neste momento da crise provocada pela pandemaia de covid-19.

Já a candidatura de Carlos Veiga, representada em São Vicente pela mandatária Eva Marques, confessou que a derrota na ilha foi uma surpresa para a candidatura, visto que na campanha tiveram uma boa adesão. Mas a mesma salienta que “numa democracia se ganha e se perde, por isso aceitamos a derrota democraticamente”.

Eva Marques acredita que ainda é cedo para se fazer uma reflexão do que poderá ter contribuído para derrota de CV no Mindelo, na medida em que na ilha a candidatura estava a contar com uma vitória e não derrota. No entanto, Marques frisa que uma vez que o resultado eleitoral representa vitória de JMN não só na ilha mas a nível Nacional, a causa da derrota de Veiga supõe ser a situação económica que o país vive.

Questionado se o fator UCID foi decisivo para a derrota de Carlos Veiga na ilha, Eva Marques responde que este assunto é algo que os responsáveis da candidatura estão a analisar.

Resultados mais baixos e escore dos restantes candidatos

Entretanto, em termos de curiosidade, o candidato vencedor José Maria Neves teve a votação mais baixa (42) na zona de Madeiral/Calhau. Já Carlos Veiga teve o seu escore mais fraco (10) no Norte da Baía das Gatas.

José Maria Neves conseguiu o maior número de votos numa das mesas de Monte Sossego (1.280), enquanto que Carlos Veiga alcançou a votação mais expressiva em Fernando Pó/Horta Seca (379).

Em relação aos restantes candidatos, ficou como o terceiro mais votado em São Vicente Fernando Delgado, com 5,2%, seguido de Casimiro de Pina ( 3,9%). Os outros ficaram assim ordenados: Gilson Alves ( 2,5%), Joaquim Monteiro, (1,8%) e por último Hélio Sanches ( 1%) dos votos.

Dos 54.503 eleitores inscritos nos cadernos eleitorais de São Vicente, somente 25. 622 (47 %) votaram, resultando numa uma taxa de abstenção de 53%, equivalente a 28.881 votos. Foram registados 1.164 votos brancos e 275 votos nulos.

Eunice Marlize Borges /Redação

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