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Saúde: Associação Caboverdiana de Luta contra o Cancro exige mais atenção dos poderes públicos 03 Outubro 2021

A presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta contra o Cancro (ACLCC), Cornélia Pereira, exigiu este sábado, 02, dos poderes públicos “mais atenção”, tendo em conta o trabalho que esta organização vem fazendo em prol da saúde das pessoas.

Saúde: Associação Caboverdiana de Luta contra o Cancro exige mais atenção dos poderes públicos

“Hoje, temos uma sociedade muito mais informada e consciencializada sobre a prevenção e a promoção da saúde na vertente dos cancros, mais concretamente da mama, colón uterino e próstata”, disse a presidente da ACLCC, que entende que, pelo trabalho feito pelos voluntários da associação, o Governo devia dispensar “melhor atenção” à organização que funciona num espaço que não a dignifica.

Cornélia Pereira fez essas considerações à imprensa, à margem da assembleia-geral ordinária e eleitoral realizada este sábado na Praia, em que a actual presidente é candidata única à sua própria sucessão na liderança da ACLCC.

“Estamos instalados num espaço como 12 metros quadrados e sem espaços para reuniões e trabalho”, lamentou a líder da Associação Cabo-verdiana de Luta contra o Cancro, destacando que esta situação constitui algum constrangimento para os que vêm dando a sua contribuição voluntária à organização. Revelou que tem batido várias portas, mas que até ao momento a situação continua na mesma.

Em seu entender, o trabalho que a associação tem feito ao longo da sua existência já justificava que a mesma dispusesse de um “espaço mais condigno”. “Acho que a associação tem dado um enorme mais-valia na vertente dos cancros, pois, neste momento, somos a única associação que faz rastreios a nível nacional”, precisou Cornélia Pereira, que reivindica dos poderes públicos mais atenção para que os voluntários se sintam “mais motivados”.

“Nas nossas missões de rastreio, que são ministradas pelos nossos profissionais de saúde, palestras que direcionam quais as orientações correctas que cada pessoa deve ter, por forma a prever que hoje ou amanhã venha a ter um cancro”, indicou, acrescentando que a preocupação da associação assenta na vertente de “sensibilização, formação, informação e educação sobre as temáticas e os riscos associados ao cancro”.

Neste momento, conforme demonstrou aquela responsável, a ACLCC tem uma despesa corrente acima dos 100 mil escudos mensais, que a associação não consegue suportar, tendo em conta, por um lado, o número reduzido de sócios e, por outro, porque a maioria deixou de pagar as quotas.

A associação, de acordo com a sua presidente, necessita de uma viatura para transportar o pessoal médico e equipamentos de rastreio nas suas deslocações ao interior de Santiago, para não estar a depender da boa vontade do Ministério da Saúde e outros parceiros.

Desejam, por outro lado, contar com uma parceria fixa para facilitar a gestão das actividades da associação ao longo do ano. “Há cada vez mais necessidade de chegarmos às pessoas para rastreios, principalmente as das localidades encravadas”, admitiu.

Instada se as autoridades públicas deviam dar mais atenção ao cancro, que constitui a segunda causa de morte no País, Cornélia Pereira assegurou que esta doença devia ser vista com um “olhar diferente”.

Segundo ela, estudos indicam que 69,9% dos doentes oncológicos chegam às estruturas de saúde com nível muito elevado da doença e esta situação pressupõe que a associação precisa de uma “atenção diferente”.

Asemana com Inforpress

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