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Saúde: Dados apontam que mortalidade provocado pelo cancro afeta mais os homens do que as mulheres no País 04 Fevereiro 2022

A Coordenadora Nacional do Programa de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas, Carla Amado, informou que os dados mostram que a taxa de mortalidade provocada pelo cancro tem afetado mais os homens do que as mulheres nos últimos anos no País.

Saúde: Dados apontam que mortalidade provocado pelo cancro afeta mais os homens do que as mulheres no País

Carla Amado fez esta observação à Inforpress, no âmbito da celebração do Dia Internacional de Luta Contra O Cancro, que se assinala hoje, 04, de fevereiro.

Segundo a responsável, o País registou em 2020, 339 óbitos provocados pela doença, em 2019 337 mortes, sendo que em ambos os anos morreram sempre mais homens do que mulheres, vítimas, na sua maioria, do cancro da próstata.

“Isso tem acontecido principalmente com o cancro da próstata e acreditamos que o motivo esteja ligado com diagnóstico numa fase muito tardia”, explicou, sublinhando, por outro lado, que há também a necessidade desmistificar a questão relacionada com a dificuldade dos homens na procura de centros de saúde e médicos para o processo de toque.

Conforme avançou, o cancro é um problema de saúde pública, sendo das principais causas de mortalidade, mais precisamente, a terceira causa de mortalidade no arquipélago, segundo os últimos relatórios estatísticos de 2018, 2019 e 2020.

De acordo com a coordenadora, os cancros mais frequentes em Cabo Verde são o cancro da mama, da próstata, os cancros digestivos, no entanto, referiu, o cancro da mama está a ser mais frequente nos últimos anos.

“O cancro da mama quando diagnosticado precocemente tem altas possibilidades de cura, ou seja, a mulher deve estar ciente e conhecer o seu corpo, fazer seu auto-exame da mama mensalmente, para que, na presença de alguma alteração como a presença de nódulos, alteração da pele, chame a atenção da necessidade de consultar um médico”, frisou.

Para Carla Amado a prevenção e o controle do cancro no País é sem dúvida uma acção conjunta, para quem todos os parceiros e atores devem estar envolvidos, “como têm feito”, destacando o papel dos hospitais que cada vez mais tem posado na capacitação e formação, inclusive na investigação na área do cancro.

“Temos também as associações que fazem um papel importante na sensibilização e na prevenção do diagnóstico precoce dessa doença”, acrescentou.

Por fim, a responsável lembrou que um estilo de vida saudável deve ser cultivado desde pequeno, porque torna-se mais difícil mudar os hábitos com o tempo, pois, sublinhou, cada um tem um papel importante nesta cultura de ter uma vida saudável.

Este ano o acto central das comemorações do Dia Internacional da Luta Contra o Cancro acontece na Ilha de São Vicente, sob o lema “Por cuidados mais justos”, sendo que o principal objectivo é juntar, sensibilizar parceiros e também consciencializar a população sobre essa doença e as acções para melhor prevenir, detetar e tratar a doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),, nos últimos 20 anos, o número de novos casos de cancro “mais do que duplicou” na região africana, passando de 338 mil casos notificados em 2002 para quase 846 mil em 2020.

As formas mais comuns, de acordo com a mesma fonte, são o cancro da mama, o cancro do colo do útero, o cancro da próstata, o cancro do intestino, o cancro do cólon, o cancro do reto e o cancro do fígado.

Os factores de risco associados ao cancro incluem a idade avançada e histórico familiar, consumo de tabaco e álcool, uma alimentação rica em açúcar, sal e gordura, a falta de atividade física, o excesso de peso e a exposição a certos produtos químicos, entre outros.

A Semana com Inforpress

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