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Saúde em situação “deplorável” em Angola — Bispos católicos criticam "desumanidade" e pedem mais ação a João Lourenço 18 Mar�o 2018

Indignados com o estado da Saúde em Angola, os bispos denunciaram, quarta-feira, 14, no Namibe, o "quadro deplorável de degradação" nas unidades que prestam cuidados, lamentaram a "escandalosa e gritante falta de medicamentos" e a "desumanidade endémica" nos hospitais.

Saúde em situação “deplorável” em Angola — Bispos católicos criticam

A declaração dos bispos católicos pela voz do vice-presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, José Manuel Imbamba, foi feita no encerramento da primeira assembleia plenária anual, que desde quinta-feira, 8, e até quarta-feira, 14, teve lugar na província angolana do Namibe.

Em conferência de imprensa, Imbamba começou por saudar o anúncio do Governo sobre o recrutamento de novos médicos, enfermeiros e outro pessoal para o setor da saúde.

Passou de seguida aos alertas sobre o atual quadro sanitário do país, que abre espaço para “muitos charlatães extorquirem e explorarem os pobres”. “Lamentamos ainda a facilidade com que produtos impróprios para o consumo humano entram no país".

"Recomendamos maior rapidez na correção desses males, assim como renovamos o compromisso de manter viva a cooperação através da Cáritas”, disse.

Elogios a João Lourenço

Através do porta-voz, a conferência episcopal angolana exprimiu a sua satisfação com o fim da proibição contra a Rádio Ecclesia, emissora católica de Angola, que tinha limitada a sua difusão e agora pode expandir-se a todo o país.

“E pelos novos anúncios referentes à reforma do projeto de construção da basílica da Muxima e das negociações para o Acordo-quadro entre a República de Angola e a Santa Sé”, adiantou.

Os bispos angolanos encorajam igualmente João Lourenço a “prosseguir no caminho da reforma do Estado”, para que todos os angolanos primam pela dignidade, honra e nobreza de espírito, fazendo com que as assimetrias regionais desapareçam, a cultura da justiça se fazendo se afirme e os bens de todos a todos beneficiem”.

Contra malfeitores do ambiente

Durante a sua primeira assembleia plenária anual, os bispos católicos procederam ainda à plantação de árvores no deserto do Namibe, com vista a travar a desflorestação nesta área do sul de Angola.

Outra recomendação foi para "que a busca desenfreada e egoísta do dinheiro e do lucro fácil não matem a natureza e a biodiversidade. Daí que recomendamos maior vigilância na luta contra os malfeitores do meio ambiente”,.

Contra seitas anticatólicas

Na ocasião, o arcebispo de Saurimo condenou ainda o surgimento estranho pelo país de “seitas cristãs e anticatólicas” que no seu entender transportam mensagens que constituem em “autênticas e graves ameaças à unidade, harmonia e integridade das famílias”.

“Pelo que, os bispos solicitam e apelam aos órgãos competentes para que assumam as suas responsabilidades legais a fim de porem cobro a esta situação”, concluiu o bispo. Fontes: Lusa. Foto VOA.

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