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Seca no Porto Novo: 50 famílias em Lagoa da Ribeira das Patas clamam pelo “socorro” das autoridades 15 Abril 2018

Pelo menos, 50 famílias vulneráveis em Lagoa da Ribeira das Patas clamam, neste momento, pelo “socorro” das “autoridades competentes”, face à situação de seca que fustiga, particularmente, essa comunidade do interior do Porto Novo, Santo Antão.

Seca no Porto Novo: 50 famílias em Lagoa da Ribeira das Patas clamam pelo “socorro” das autoridades

O alerta é da Associação Comunitária de Lagoa da Ribeira das Patas, que considera “preocupante” a situação social reinante no seio da grande maioria da população dessa comunidade, que vive, basicamente, da agricultura de sequeiro e pecuária.

Conforme a Inforpress, a Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP) já, por algumas vezes, avisou para a necessidade de as autoridades municipais intervirem nessa zona, cuja “população precisa, urgentemente, ser socorrida”, com abertura de emprego público.

A edilidade portonovense, prossegue a mesma fonte, concorda que, de facto, Lagoa da Ribeira das Patas representa “um caso preocupante” em termos sociais, face à situação de seca que assola, de forma particular, o município Porto Novo.

“Lagoa da Ribeira das Patas é, de facto, um caso inquietante, uma comunidade que preocupa a câmara municipal, que precisa socorrer as famílias mais vulneráveis com a criação de, pelo menos, 50 postos de trabalho”, admitiu o edil, Aníbal Fonseca.

Porto Novo, devido à aridez do seu clima, enfrenta já “o período mais critico” da seca, que se prolonga até Julho ou Agosto, situação que leva a autarquia e os serviços locais do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) a defenderem o reforço do programa de emergência neste concelho.

Além de Lagoa da Ribeira das Patas, os Planaltos Norte e Leste, cuja maior parte das populações encontra-se em situação de vulnerabilidade, por causa da seca, merece, também, “uma atenção redobrada” das autoridades, segundo o autarca.

“A câmara municipal preocupa, naturalmente, com os problemas de todas as comunidades, mas há determinadas localidades que, pela sua situação social particular, merece uma atenção redobrada”, sublinha o Edil.

Pelo menos, 360 famílias em todo o município do Porto Novo encontram-se, actualmente, em situação de vulnerabilidade, marcada, sobretudo, pela escassez de alimentos e penúria de água, revela a Inforpress.

Desde de Dezembro, altura em que se iniciou, neste concelho, o programa de emergência para mitigação dos efeitos da seca, foram criados, localmente, cerca de 600 postos de trabalho com intervenções na melhoria das acessibilidades.

Porto Novo, pelas suas especificidades (extenso e árido) começa a enfrentar o “período mais critico” da seca, que vai exigir o reforço do programa de emergência, segundo delegado MAA neste município, Joel Barros.

“Há que ter alguma cautela, porque a partir de Abril/Maio virá o período mais critico”, alertou este responsável, que se juntou ao edil do Porto Novo no apelo ao Governo quanto à necessidade do reforço das verbas do programa de emergência, sobretudo, na vertente emprego público.

Segundo fontes citadas pela Inforpress, estima-se que uma cifra de 80% das famílias no Porto Novo está a ser afectada pela seca que assola este município, onde 62% da população rural vive, essencialmente, da pecuária e agricultura de sequeiro.

Com uma taxa de pobreza de 51%, Porto Novo enfrenta um dos piores anos de seca da última década, com forte impacto na vida das populações, situação que coloca em risco a segurança alimentar de, pelo menos, 360 famílias (1.534 pessoas), residentes, predominantemente, nas zonas altas.

No quadro do programa de emergência para a mitigação dos efeitos da seca, Porto Novo foi contemplado com uma verba de quase 80 mil contos para a criação de empregos, salvamento do gado e mobilização de água para a agricultura, conclui a Inforpress.

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