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Secretário de Estado dos EUA critica investimentos chineses em África 01 Abril 2018

Na primeira paragem do périplo africano, secretário de Estado norte-americano elogiou o trabalho da União Africana(UA) e prometeu ajuda. Mas Rex Tillerson esquivou-se a perguntas sobre declarações polémicas do Presidente dos EUA. Antes de partir para Adis Abeba, Tillerson anunciou um plano de assistência humanitária para a África de 533 milhões de dólares norte-americanos.

Secretário de Estado dos EUA critica investimentos chineses em África

De visita à Etiópia, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse querer "ouvir" quais as prioridades dos diferentes países africanos. Reafirmou ainda a "importância que o continente tem no futuro dos Estados Unidos da América", tanto em questões económicas como de segurança.

No entanto, havia uma pergunta que não queria calar na conferência de imprensa coletiva que o secretário de Estado norte-americano concedeu na quinta-feira (08.03). Depois de Donald Trump se referir a vários países africanos como "países de merda", não estaria o Presidente norte-americano a dever um pedido de desculpas ao continente?

Tillerson fugiu sempre à questão. E das duas vezes que foi com ela confrontado preferiu voltar a exaltar a importância das relações entre as duas partes.

Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana, e uma das vozes críticas das declarações feitas em janeiro por Trump, decidiu colocar uma pedra sobre o assunto.

"Acredito que esse incidente é uma coisa do passado. A visita do secretário de Estado Tillerson é a prova da importância das relações entre a África e os EUA", afirmou.

Combate ao terrorismo

Em Adis Abeba, capital da Etiópia, onde está sediada a União Africana, Rex Tillerson elogiou o trabalho desta organização na "busca de soluções para uma maior estabilidade" no continente.

Os esforços que têm sido feitos no continente na área da saúde, rastreando e respondendo a surtos de doenças, e o trabalho que tem sido levado a cabo pela União Africana para chegar a uma solução no Sudão do Sul foram também elogiados por Tillerson.

Por seu lado, o presidente da Comissão da União Africana mostrou-se satisfeito com o compromisso dos EUA no combate ao terrorismo no continente africano. E aproveitou a ocasião para solicitar mais apoio.

"Falámos sobre alguns conflitos e situações de crise que o nosso continente enfrenta e sobre qual a melhor maneira dos EUA apoiarem os esforços africanos na promoção da paz e segurança. Solicitei o seu apoio para as iniciativas já em curso e apoio financeiro para a força da União Africana na Somália (AMISOM)", disse Moussa Faki Mahamat.

Antes de partir para Adis Abeba, Tillerson anunciou um plano de assistência humanitária para a África de 533 milhões de dólares norte-americanos.

C/DwÀfrica

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