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Secretário-geral Miguel Monteiro: MpD mostra-se “surpreso” com a greve dos policiais tendo em conta investimentos realizados nos últimos anos 28 Dezembro 2017

O Secretário-geral (SG) do MpD mostrou-se hoje,27, “surpreso” com a greve dos policiais, tendo em conta investimentos feitos na “melhoria das condições salariais” e em equipamentos no ano e meio de governação do Movimento para a Democracia.

Secretário-geral Miguel Monteiro: MpD mostra-se “surpreso” com a greve dos policiais tendo em conta investimentos  realizados nos últimos anos

Em conversa com imprensa, Miguel Monteiro nao trouxe praticamente nada de novo, repetindo praticamente os argumentos do governo apresentados através do ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

“Para o Governo suportado pelo MpD, a instituição (Polícia) deve ser acarinhada e valorizada, tendo em conta o papel que vem desempenhando em prol do país”, indicou SG do MpD citado pela Inforpress.

O político fez estas declarações numa conferência de imprensa para reagir à greve que o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) convocou para os dias 27, 28 e 29 deste mês.

O presidente do SINAPOL, José Barbosa, explicou à Inforpress que esta paralisação dos agentes de segurança tem a ver com o facto de o seu sindicato e o Governo não terem chegado a um entendimento relativo à “actualização salarial a partir de Janeiro de 2018”.

Entretanto, o SG do MpD recorda que no último ano e meio de governação do seu partido foram tomadas medidas importantes, nomeadamente no que diz respeito à aprovação do estatuto remuneratório da Polícia Nacional, resolução dos processo de promoções e progressões, assim como foram “reforçados os meios operacionais e de segurança”.

Segundo Miguel Monteiro, neste ano e meio “foram adquiridas e distribuídas 48 viaturas a todas as unidades policiais do país”, sendo que, diz ele, “várias esquadras não tinham carros há mais de cinco anos”.

Referindo-se ainda às condições criadas, destacou a remodelação das unidades policiais de Ponta do Sol e Paul (Santo Antão), S. Miguel, Santa Cruz e Ribeira da Barca, todas na ilha de Santiago, além de beneficiações nas instalações das Unidade Especiais da PN.

Lembrou que foram instalados equipamentos de comunicação via rádio nas ilhas do Fogo, Brava, São Vicente, Santo Antão, bem como na Cidade da Praia.

Em termos de progressões, prossegue Monteiro, foram resolvidos 291 casos, estando o “processo previsto para continuar em 2018”.

Apontou ainda o novo fardamento como um dos ganhos da PN, assim como a distribuição de cinco embarcações destinadas à Polícia Marítima, em cooperação com o Governo dos Estados Unidos da América, com vista a reforçar a patrulha da costa marítima cabo-verdiana.

Garantiu que em 2018 mais cinco embarcações serão entregues pêlos EUA, o que vai “reforçar o patrulhamento costeiro”.

“A esta situação de melhoria gradual e consistente das condições de trabalho da PN, podemos contrapor com as condições que a PN não tinha até 2016, e que nunca foram alvo de queixa, quanto mais motivo de greve”, lamentou o secretário geral do MpD, lembrando que o Governo “cumpriu com o acordado com o sindicato da Polícia Nacional”.

O MpD, nas palavras do seu secretário geral, “estranha” que a greve dos policiais aconteça numa “fase de recuperação da dignidade, incentivo e operacionalidade da PN”.

Miguel Monteiro surpreende-se que a líder do principal partido da oposição, Janira Hopffer Almada, (Partido Africano da Independência de Cabo Verde) esteja a utilizar esta greve “como arma de arremesso político”.

O Governo decretou requisição civil, conforme consta da lei, mas os policiais continuam em greve.

“Assim como está consagrado na lei o direito à greve, também estão consagradas na lei as consequências por não respeitar a requisição civil”, advertiu Miguel Monteiro, deixando entender que cada um assumirá as suas responsabilidades e “quem de direito irá agir”.

Instado se cogita a possibilidade de, na próxima revisão constitucional, impedir que a PN faça greve, respondeu: “Temos de repensar se se deve ou não permitir à Polícia Nacional fazer greve.

Mas, neste momento, é um direito constitucional para os policiais fazerem greve e temos de respeitar a Constituição”.

A greve dos policias, a primeira na história dos 147 anos da PN, é patrocinada pela Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres, liderada por José Manuel Vaz. C/Inforpess

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