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Seguradora do grupo Fidelidade em Cabo Verde prevê aumentar lucros este ano 17 Dezembro 2022

O presidente da seguradora Garantia, do grupo de origem portuguesa Fidelidade, Eugénio Ramos disse esta sexta-feira esperar um “resultado interessante” este ano em Cabo Verde, superior a 2021, em que os lucros aumentaram 17%.

Seguradora do grupo Fidelidade em Cabo Verde prevê aumentar lucros este ano

As perspetivas são boas, a retoma tem ajudado, ainda não é em todas as áreas, mas temos uma perspetiva de termina o ano com um resultado interessante”, previu Eugénio Ramos, em declarações à agência Lusa, na cidade da Praia.

Em 2021, os lucros da Garantia aumentaram 17%, face ao ano anterior, para 1,9 milhões de euros, apesar da crise económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo o relatório e contas.

No exercício de 2021, a seguradora fechou com um resultado líquido superior a 210,7 milhões de escudos (1,9 milhões de euros), tendo o conselho de administração aprovado que 10% desse valor será aplicado na reserva legal e 30% transferido para outras reservas.

Os restantes 60%, equivalente a praticamente 126,5 milhões de escudos (1,1 milhões de euros), serão distribuídos pelos acionistas, como dividendos do exercício de 2021.

A seguradora reconheceu que em 2021, “apesar do contexto económico e financeiro que o mercado cabo-verdiano herdou” do ano anterior, “alguns setores de atividade foram, gradualmente, retomando a normalidade, refletindo-se em alguns ramos”.

Os seguros de viagem que, até 2019 cresciam a uma taxa média de 21%, decresceram 58% em 2020, já dão sinais de recuperação, com um crescimento de 38% em 2021”, apontou ainda o relatório e contas do ano passado.

E para 2023, Eugénio Ramos disse esperar resultados ainda melhores, graças às melhorias registadas em algumas áreas, com desenvolvimento de outras iniciativas, como o seguro de saúde.

A Garantia é a maior seguradora do país, com uma quota de mercado de 66%, uma percentagem que segundo o presidente não é fácil de atingir, sobretudo num mercado onde há apenas duas empresas do setor – a outra seguradora é a Impar.

Não é fácil, mas mais do que isso estamos interessados em prestar um bom serviço à comunidade e ao país e aos cidadãos cabo-verdianos, na linha do que fazemos nas 10 operações fora de Portugal”, prometeu.

Na quinta-feira, a Garantia atribuiu o Prémio Comunidade a cinco associações, nesta que é a primeira iniciativa do género da empresa fora de Portugal para apoiar a sociedade em diversas perspetivas, o que para o presidente é um “exemplo importante”.

A II edição do prémio, lançada em abril, teve 10 candidaturas de associações das ilhas de Santiago, São Vicente e Fogo, e um júri selecionou cinco projetos, sendo três na área de inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente e duas em prevenção em saúde.

O prémio enquadra-se no Programa de Responsabilidade Social e na Estratégia de Sustentabilidade da seguradora, e faz parte das atividades comemorativas do 31.º aniversário da companhia, ocorrida em 01 de novembro.

A Fidelidade – Companhia de Seguros detém uma participação de 55,89% do capital social da seguradora Garantia, enquanto o Banco Comercial do Atlântico (de Cabo Verde, do grupo Caixa Geral de Depósitos) assume uma quota de 25% e o Instituto Nacional de Previdência Social de 12,19%, cabendo ainda 4,5% aos Correios de Cabo Verde, enquanto os restantes quase 2,42% das ações estão nas mãos dos trabalhadores.

A Garantia – que resultou da cisão do Instituto de Seguros e Providência Social de Cabo Verde e posterior privatização, em 1992 – é controlada pelo grupo Fidelidade. Este, na sequência da privatização da companhia portuguesa, passou a ter a Fosun International Limited (FIL), através da Longrun Portugal, SGPS, como principal acionista, com 84,98% do capital social.

Com 131 trabalhadores, a seguradora fechou 2021 com um capital próprio de 1.615 milhões de escudos (14,5 milhões de euros), superior em 9% face a 2020. A carteira de investimentos financeiros líquidos cresceu 10%, para 2.690 milhões de escudos (24,3 milhões de euros).

A Caixa Geral de Depósitos continua como acionista estratégico, detendo 15% do capital social da Fidelidade.

A Semana com Lusa

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