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Segurança alimentar: 336.000 toneladas de produtos agrícolas partem de Odessa para países carenciados 05 Dezembro 2022

É oficial. Nove embarcações com um total de 336.000 toneladas de produtos agrícolas partiram dos portos de Odessa nos últimos dois dias, informou o Ministério das Infraestruturas da Ucrânia este domingo.

Segurança alimentar: 336.000 toneladas de produtos agrícolas partem de Odessa para países carenciados

"Nos últimos dois dias, os portos de Odessa enviaram nove embarcações com 336.000 toneladas de produtos agrícolas para países da África, Ásia e Europa. Desde o começo da implementação desta iniciativa, o mundo já recebeu 13 milhões de toneladas de alimentos ucranianos", escreveu, segundo a CNN Portugal, o Ministério das Infraestruturas no Facebook.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky lançou em novembro a iniciativa “Cereais da Ucrânia”, que tem como objetivo o envio de cereais para os países mais carenciados.

Conforme a mesma fonte, o plano prevê a partida de pelo menos 60 navios, dez por mês, com o apoio financeiro da União Europeia.

Segundo escreveu DWÁfrcia, os conflitos armados catapultaram os preços dos alimentos para além do alcance de muitos, juntamente com a pandemia de covid-19 e a crise climática, e mesmo antes da invasão da Ucrânia pela Rússia. Agora, uma dramática redução das exportações de cereais e outros produtos, em decorrência das ações de Moscou, está tornando ainda pior uma situação já grave.

Essas são as conclusões do relatório anual do grupo alemão de assistência humanitária Welthungerhilfe, divulgado em 12/07. Embora referindo-se ao ano de 2021 – quando os preços dos alimentos já haviam subido 28%, devido a "múltiplas crises" –, ele também dá uma perspectiva dos efeitos da guerra na Ucrânia, um dos países que mais produzem cereais.

Segundo a mesma fonte, cerca de 811 milhões de seres humanos estão passando fome em todo o planeta. A situação é especialmente extrema no Afeganistão, Sudão do Sul e Iêmen. Também são afetados Madagáscar e diversas nações da África Oriental, onde a crise climática vem causando secas severas.

A Welthungerhilfe vê aí "um toque de despertar para finalmente se intensificarem os esforços para combater a mudança climática, que vem causando emergências humanitárias cada vez mais severas".

"As consequências da crise climática são agravadas por conflitos violentos que geram fome, cujo número voltou a crescer nos últimos anos. Guerras têm impactos tremendos sobre o sistema alimentar, como o incêndio de campos, pilhagem de estoques e restrição da venda das safras,"alertou.

Guerra na Ucrânia como agente acelerador da fome e pobreza

Os autores do relatório referido registram como a "situação desoladora das famílias de Etiópia" foi exacerbada pelas consequências da guerra civil na província do Tigré e mais além.

"Milhões de caprinos e bovinos já morreram, os campos definharam, poços secaram e fontes d’água foram destruídas, arruinando o meio de subsistência de milhões", informou a presidente da organização, Marlehn Thieme. Agora a guerra na Ucrânia está "agindo como um fator acelerador das crises que já existem, exacerbando a fome e a pobreza".

Antes, juntamente com a Rússia, o país invadido era reponsável por quase um terço das exportações mundiais de trigo e cevada, assim como pela metade do óleo de girassol. E a Rússia e sua aliada Belorussia são o segundo e terceiro maiores produtores de potássio, ingrediente-chave na fabricação de fertilizantes.

Apenas em 2021, por meio de 526 projetos, o grupo Welthungerhilfe assistiu cerca de 16,6 milhões de habitantes de 36 países. A maior parte da ajuda, 190,5 milhões de euros, foi para a África, seguida de 55,6 milhões de euros para a Ásia e 6,3 milhões de euros para a América do Sul, refere DWÁfrica.

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