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Segurança na Embaixada Britânica de Berlim e espião russo 12 Novembro 2022

David Smith de 58 anos admitiu ter atuado como espião pró-russo, ao fim de oito anos na embaixada de Berlim como segurança. O seu jogo duplo terá começado em 2020 quando entregou informações e documentos secretos ao adido militar major-general Sergey Chukhurov e terá continuado em plena invasão russa da Ucrânia.

Segurança na Embaixada Britânica de Berlim e espião russo

O britânico David Ballantyne Smith, que está a ser julgado no tribunal londrino de Old Bailey (nos noticiários devido ao caso Julian Assange), confessou que foi o ódio pelas decisões dos políticos britânicos que o levaram a aproximar-se da Rússia.

Foi detido em agosto de 2021, numa operação conjunta entre as forças de segurança da Alemanha e do Reino Unido.

Smith confessou que o seu ódio pelo país natal começou com as políticas de apoio à comunidade LGBTQ+, o que o fez virar-se cada vez mais para a Rússia, de cuja história foi "sempre um apaixonado".

Em particular, David expressou por Putin a mesma admiração que tem pelo czar Alexandre, "que derrotou Napoleão" em 1801 e é uma das figuras reverenciadas pela extrema-direita associada a Putin.

Polícia em casa

A polícia alemã entrou em casa do funcionário que, "devido a uma indisposição", foi mais cedo para casa nesse 12 de agosto de 2021.

A polícia apreendeu no apartamento 800 euros em numerário. O montante é suspeito de ser "dinheiro de suborno pago pela missão russa em Berlim". Mas deduz-se que, se pagava pelo T1 uma renda mensal de 1200 euros, não terá sido o dinheiro mas a ideologia a motivar o espião Smith.

Obsessão russa. A matrícula B:RU1801 do carro Ford de Smith indica a obsessão com a Rússia, segundo a BBC na sua edição de hoje. Os quatro dígitos correspondem ao ano da chegada ao poder de Alexandre I, famoso pelas vitórias sobre o invasor francês durante as Guerras Napoleónicas.

Espiões de marca. O espião Smith perfila-se como de calibre inferior aos da ficção inglesa ou aos notáveis do ’Círculo de Oxford-Cambridge’ Guy Burgess, Donald Maclean. Burgess, Macjean formados nas prestigiadas universidades tornaram-se funcionários de topo do MNE e protagonizaram escândalos como espiões pró-Rússia quando fugiram para Moscovo na iminência de serem presos em maio de 1951. Kim Philby, David Floyd funcionários do MI5 que no mês seguinte foram afastados por suspeita de serem toupeiras (espiões) a favor dos russos.

A académica oxfordiana Jenifer Hart (1914-2005) na autobiografia de 1998 justificou a sua posição pró-russa com a adesão aos 18 anos ao PCB em 1933: "Eu, enquanto funcionária do governo, não sabia ao certo o que tinha de fazer pelo Partido Comunista Britânico mas supunha que lhes tinha de passar informações úteis de modo ocasional.


Sentença de Smith
. A sentença será lida "num próximo futuro" e David Smith arrisca passar os próximos catorze anos na cadeia.

Fontes: BBC/Telegraph/Guardian/DW.de/. Relacionado: Reino Unido: Tribunal recusa extraditar Assange para EUA — "É elevado o risco de suicídio", 04.jan.021;Assange vai ser extraditado, 11.dez.021. Fotos (Reuters/AFP): A detenção de Smith pela polícia alemã apanhou de surpresa a vizinhança no sossegado bairro de Potsdam, Berlim. Extraditado, está a ser julgado em Old Bailey. A busca no apartamento revelou a obsessão com a Rússia, desde os livros em cirílico até à bandeira que ocupa um espaço considerável no T1 no rés-do-chão com renda mensal de 1200 euros.

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