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"Sem resolução" o Conselho de Segurança da ONU virtual sobre conflito Israel-Palestina 17 Maio 2021

A reunião virtual deste domingo, 16, ficou segundo marcada pelos "ataques recíprocos" protagonizados pelo embaixador de Israel e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Palestina. Diplomatas apontaram o dedo acusatório aos Estados Unidos pelo facto de ter-se frustrado o objetivo do encontro que era uma resolução conjunta dos quinze Estados-membros para pôr fim às hostilidades e reafirmar a solução dos dois Estados vivendo lado a lado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestino, Riyad Al-Maliki, acusou Israel de "crimes de guerra" e pediu o fim da "agressão" do Estado judaico contra "o povo da Palestina e os seus lugares sagrados". Pediu ainda ao Conselho de Segurança que exerça a sua autoridade para impedir a ofensiva israelita, perguntando quantas mortes de palestinos são necessárias para serem tidas como "escândalo".

"O Hamas optou por acelerar as tensões, usadas como pretexto para iniciar esta guerra, que foi premeditada”, replicou o embaixador de Israel nos Estados Unidos da América e na ONU, Gilad Erdan, que pediu ao Conselho de Segurança para condenar o "lançamento indiscriminado de foguetes".

Foi neste ambiente de tensão que se frustrou o principal objetivo do encontro, bem como as negociações sobre um texto comum que visa pedir o fim das hostilidades e reafirmar uma solução para Israel e Palestina, com base nas resoluções já adotadas pela ONU.

Os 15 países-membros do Conselho de Segurança (foto) — cinco permanentes (China, Estados Unidos, Federação Russa, França e Reino Unido) e dez rotativos (Estónia, Irlanda, Índia, México, Níger, Noruega, Quénia, St-Vincent e Grenadines, Tunísia e Vietname) — continuaram a trabalhar o texto comum, mas os Estados Unidos —numa posição considerada incompreensível para muitos dos seus aliados — continuam a recusar qualquer declaração conjunta.

"Sem resolução": o último chumbo de Washington foi para dois textos propostos por três membros do Conselho: Noruega, Tunísia e China.

Fontes: Washington Post/NY Times/ Le monde/Times of Israel. Fotos(AFP/ONU): Gaza sob intensos bombardeios desde 2ªfª, 10. Reunião do Conselho de Segurança da ONU no domingo, 16.

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