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Sentido oculto do nome — Cap. VI de Sete Vidas na Estrada 23 Julho 2019

Esperada em setembro.
A chuva de setembro viria, com fé. A sétima também vinha aí, preparava-se para dar entrada neste vale. Mágico, o sete: decerto estar-lhe-iam reservadas grandes coisas na vida.

Por: Saara I. Medina

Sentido oculto do nome — Cap. VI de  Sete Vidas na Estrada

De setembro, mágico, o sete: decerto estar-lhe-iam reservadas grandes coisas na vida. A começar pelo nome, que lhe abriu caminho para viver entre uma e outra ribeira.

Seternina chamaram-lhe, mas esse nome não entrava na lista. Isso disseram na Ponta do Sol… Não, não foi no tempo do Rei, por isso foi ainda na Igreja-Matriz da Povoação.

E o pai acabou por escolher o nome da santa do dia. O que por sua vez arrastou outro facto: a escolha da madrinha. Passou a ser como se a sétima tivesse o nome da madrinha, o que não era verdade. O nome do registo, sim, determinara quem seria a madrinha. E o nome de casa passou a ser só de casa mesmo.

O nome a abrir-lhe o caminho para a outra ribeira explica-se assim. Um domingo da festa da senhora da Piedade. Um quinto-primo até então desconhecido, pelo lado da irmã da mãe do pai vinda da outra ribeira para se casar com um Monteiro.

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