DESPORTO

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Simone Biles e 90 ginastas pedem c.$1 bn USD ao FBI por falha em travar Nassar 10 Junho 2022

Noventa ginastas, num grupo que inclui as olímpicas Simone Biles, McKayla Maroney e Aly Raisman querem ver a justiça a responsabilizar o FBI por ter falhado a investigação sobre o médico Larry Nassar, permitindo assim a continuação dos abusos sexuais que as vitimaram mesmo depois da queixa apresentada em 2015. O médico especialista em cinesiologia, condenado por agredir sexualmente um grande número de meninas da equipa olímpica durante mais de dez anos, está a cumprir uma pena perpétua desde 2018.

 Simone Biles e 90 ginastas pedem c.$1 bn USD ao FBI por falha em travar Nassar

A ação conjunta da equipa olímpica dos Estados Unidos contra o FBI faz parte dum processo mais abrangente em relação com o processo de cura dos traumas que lhes infligiu o médico oficial do comité, o americano-libanês Larry Nassar, que durante mais de uma década abusou de várias atletas.

As noventa queixosas deram entrada dum pedido ao tribunal de Michigan: querem que a instituição FBI seja responsabilizada pela falha na investigação que permitiu ao pedófilo continuar os seus crimes e pedem ainda uma indemnização que atinge cerca de mil milhões (um ’bilião’ de dólares).

Saúde mental no desporto

Em julho último, foi a tragédia americana em Tóquio: a ginasta mais premiada de sempre, a supra-humana do Rio2016 Simone Biles teve a sua pior marca em Jogos Olímpicos: 13.766.

Os flashes viraram-se para o motivo que levou a maior ginasta de todos os tempos a desistir: doença mental. Uma questão que surgiu em maio também para justificar a ausência de Naomi Osaka da competição olímpica.

Mike Phelps foi um dos primeiros a expressar apoio a Simone Biles. O maior atleta da natação de todos os tempos — 23 vezes medalha de ouro — referiu que a decisão foi de "partir o coração", mas que a ginasta fez a escolha certa.

"Temos de encarar vários problemas" — lembra a sua própria experiência olímpica, com surtos de depressão. "É muito peso sobre os ombros, há toda a expectativa que o mundo sobre nós, de que vamos continuar a fazer o máximo e acima".

No entanto houve quem referisse que a ginasta estaria a "deitar areia para os olhos com a desculpa da doença mental". Por isso, foi importante haver mais atletas e outros a apoiá-la em público: a diretora-executiva da delegação olímpica dos Estados Unidos, Sarah Hirshland ("Estamos todos muito orgulhosos de ti, pela tua coragem"), a ginasta jamaicana Danusia Francis (que elogiou a "maior ginasta de todos os tempos, por empoderar as atletas ao mostrar que a saúde mental está acima de tudo. Ela é uma rainha. A maior ginasta de todos os tempos, não só na ginástica"), a ginasta Mélanie de Jesus dos Santos /Mélanie DJDS, a francesa com mais títulos na ginástica artística desde 2018: "Não estamos habituados a ver a Simone Biles assim. penso que não é nada fácil o que ela fez, com o mundo todo a olhar, porque ela é a Simone Biles"), a ex-ginasta britânica Beth Tweddle, medalha de bronze em 2012 (que expressou: "Desde 2013 que ela nunca foi derrotada, sempre venceu todas as competições em que entrou, todos esperam que ela seja a perfeição — e isso não é possível"), a ex-ginasta Aly Raisman, de 29 anos e que competiu ao lado de Simone Biles nas Olimpíadas de 2016, destacou em entrevista à CNN que a pressão sobre os atletas é tremenda. "Estava doente, vomitei horas seguidas e obrigaram-me a treinar como se não fosse nada". "O Comité dos Estados Unidos é uma desgraça!", rematou a também medalhada do Rio2016.

Fontes: Washington Post/NY Times /CBS/BBC/CNN. Relacionado: Tokyo’20: Ginasta mais premiada Simone Biles desiste para focar-se na sua saúde — Russas levam o ouro, 29.jul.021; Tokyo’20: Ginasta mais premiada Simone Biles encara tragédia do irmão, 17.jun.021.

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