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Sinapol acusa ministro da Administração Interna de criar uma “lista negra” dentro da Polícia Nacional 25 Novembro 2021

O Sindicato Nacional da Polícia Nacional (Sinapol) acusou esta quinta-feira, 25, o ministro da Administração Interna de criar uma “lista negra “dentro da Polícia Nacional (PN) para “controlar a corporação e manipular o funcionamento e desenvolvimento normal” na carreira desses profissionais.

Sinapol acusa ministro da Administração Interna de criar uma “lista negra” dentro da Polícia Nacional

Segundo a Lusa, a acusação foi feita pelo presidente do Sinapol, José Barbosa, na manhã desta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa para “denunciar a indignação e injustiças” que “imperam no seio da Polícia Nacional (PN)”, que vive “uma situação de escandalosa”.

Explicou que desde dezembro de 2017, altura em que a PN cumpriu três dias de greve nacional foi criado um “processo político” com a intenção de “condicionar e constranger” o sindicato. “Todo o pessoal que participou na greve, cerca de 80% pertence a essa lista negra neste momento onde alguns são atropelados em relação as transferências, a participação nos concursos internos, as avaliações profissionais, ou seja, o pessoal policial esta de certa forma controlado pelo ministério da Administração Interna, isso aconteceu a existência do processo político que existe e que foi feito contra a Sinapol”, afirmou.

Segundo disse, dessa “exploração arbitrária constam profissionais que estão há mais de uma década no mesmo posto e categoria profissional e pessoal formado “sem requalificação e sem motivação”. Tudo isso, assinalou, porque os responsáveis da PN “não respeitam” os critérios estatutários nem disciplinares, preferindo “controlar o pessoal” mediante a referida lista e “politizar” aquilo que seria o normal desenvolvimento do quadro de carreira da PN.

Conforme a mesma fonte, presidente acusou o ministério de poupar e proteger oficiais que cometeram ou abafaram “crimes gravíssimos”, de sacrificar intensamente os agentes e subchefes e de distinguir e beneficiar oficiais que nunca apresentaram, se quer “um único trabalho cientifico”.

Por outro lado, revelou que a carga horária continua “excessiva e insuportável”, a dívidia contraída mediante a prestação do serviço renumerado tem sido negociado pela direção “sem qual quer legitimidade” e o Serviço Social da PN “continua a desviar o seu fundo para fins estranhos”.

“A Polícia Marítima esta abandonada à sua sorte, a Guarda Fiscal continua sem o direito a subsídio da condição policial”, apontou José Barbosa, que avançou que a maioria não recebe subsídios de risco e de turno pelos serviços prestados. Revelou ainda que o armamento da PN é “delicado e critico”, com gente a trabalhar “em diligencias delicadas sem arma”, o fardamento “padece de qualidade”, muitos dos operacionais “não tem sequer cartão de identificação e outros tantos trabalham “sem espaço digno, sem casa de banho, água potável e sem sala de refeição”.

Perante essas questões, considerou que a situação atual na PN “é terrível, preocupante e o clima geral e de muita insatisfação” devido às “represálias, perseguições e vingança sútil” sobre os profissionais, com “ênfase notória” sobre os sindicalistas.

Em relação ao processo instaurado pela Sinapol contra o ministério, adiantou que até a data não há ainda uma decisão, sublinhando que enquanto não houver uma decisão do tribunal haverá sempre um espaço de manobra para o ministro “fazer aquilo que bem entender contra aqueles que participaram na greve”. Na ocasião, descartou a hipótese de a classe partir para mais uma greve, mas assegurou que a direção nacional do sindicato vai continuar a trabalhar e lutar para melhorar as condições de trabalho e os direitos da PN, conclui a Lusa.

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