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Sindicato concede menos de um mês à reitoria da UTA e Governo para resolver pendências de funcionários do Isecmar 31 Julho 2021

O secretário permanente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública (Sintap) estipulou, esta sexta-feira, menos de um mês ao Governo e à Universidade Técnica do Atlântico (UTA) para resolver problemas relacionados com os funcionários do Isecmar.

Sindicato concede menos de um mês à reitoria da UTA e Governo para resolver pendências de funcionários do Isecmar

Os funcionários desta unidade técnica da UTA, conforme Luís Fortes avançou em conferência de imprensa, no Mindelo, apresentaram um caderno reivindicativo com vários pontos relacionados com as carreiras e que se agravaram depois da transferência destes da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) para a nova universidade criada em Dezembro de 2019, em São Vicente.

“O desenvolvimento profissional dos docentes e não docentes conhece um significativo atraso, apesar dos compromissos afirmados em documentos assinados pela reitoria da Uni-CV e pelos sindicatos há diversos anos”, explicou a mesma fonte, apresentando como uma das primeiras reivindicações a “publicação imediata” da lista de transição com as requalificações e progressões na carreira “há muito adiadas”.

Por outro lado, ajuntou, ainda não foi criado o Conselho Geral da UTA, “órgão colegial importantíssimo” para a tomada de decisões e o Conselho de Gestão, que “até agora nunca funcionou”.

Entram ainda na lista reivindicativa, as nomeações de directores “sem concurso público”, a clarificação da relação do Isecmar com a UTA e o facto de, mesmo após a tomada de posse, há dez meses, da equipa reitoral, os docentes e não docentes do instituto continuarem a reger-se pelos estatutos da Uni-CV.

Luís Fortes adiantou ainda que a comunidade académica está “preocupada”, pois, “está-se a desenhar um clima de intimidação, tendo em conta que já foi instaurado processos disciplinares a docentes por manifestarem em contexto académico”.

“Esta é uma atitude que castra a abertura que se deve desenvolver num meio académico de investigação”, criticou o sindicalista, adiantando que o sindicato reuniu-se, nesta quinta-feira, com a reitoria e enviou hoje ao Ministério de Educação o caderno reivindicativo.

Segundo a mesma fonte, a reitoria manifestou “total abertura” para adiantar o processo da lista de transição dos funcionários e agora esperam uma resposta da tutela para as outras questões.

Entretanto, asseverou, esperam que das duas partes em “menos de um mês” possam apresentar uma proposta final de transição e os instrumentos de gestão e caso não aconteça vão “tomar medidas em conformidade”, que podem passar pela manifestação, greve e até recurso ao tribunal.

A Semana com Inforpress

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