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Sindicato dá “beneficio da dúvida” ao Ministério da Educação e adia manifestação dos professores 14 Abril 2022

O Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) anunciou hoje que a greve dos professores prevista para o dia 23 foi adiada após “alguns entendimentos” com o Ministério da Educação sobre o cumprimento das reivindicações da classe.

Sindicato dá “beneficio da dúvida” ao Ministério da Educação e adia manifestação dos professores

“O Sindep comunica aos professores o adiamento da manifestação anunciada para o dia 23 de Abril e caso necessário se o Ministério da Educação não cumprir com os compromissos assumidos prevê agendar para o dia 05 de Outubro, Dia Internacional dos professores, novas lutas para a resolução dos problemas e reposição da dignidade da classe”, declarou o presidente do Sindep, Jorge Cardoso, citad pela Inforpress,

A informação foi avançada em conferência de imprensa, realizada hoje, na Cidade da Praia, para anunciar o resultado do encontro do Sindep com o Ministério da Educação, realizado no dia 12.

Da reunião, prosseguiu, ficou estabelecidos que o Sindep deve apresentar uma proposta de regulamentação do concurso para evolução da carreira dos docentes, assim como a previsão de verba no orçamento de 2023, ficando estabelecido igualmente no encontro a necessidade de se fazer as correções nas orientações sobre as aposentações e subsídios pela não redução da carga horária semanal para o ano lectivo 2022/ 2023.

“O ministro da Educação comprometeu-se ainda no mês de Junho a voltar à mesa de negociação com o Sindep, esperando estar na posse de informações que permitam prever as reclassificações a pagamento de subsídios pela não redução da carga horária ainda neste ano de 2022”, precisou Cardoso.

Segundo este responsável, o ministro Amadeu Cruz “mostrou abertura” na resolução das pendências da classe docente, tendo referido, no entanto, que o único ponto que não satisfaz de momento o Sindep é a mudança da data de entrega do cronograma do cumprimento das pendências, proposta para 15 de Junho.

“O ministro tinha o compromisso de nos entregar o cronograma da resolução das pendências até 15 de Março, não o fez, tinha comprometido que as reclassificações de 2016 seriam publicadas até ao final de 2021 não o fez, daí que ao não entregar esses documentos nós entendemos que a única de forma que nos resta é partir para a luta”, reforçou.

Segundo aiinda a Inforpress, no decorrer do encontro o referido sindicato apelou a uma “intervenção imediata” do ministro da Educação junto da ministra da Administração Pública para acelerar a publicação das aposentações relativas ao ano de 2021.

Ainda, segundo Jorge Cardoso, ficou acordado a necessidade de uma intervenção do ministro da Educação junto dos seus colaboradores, nomeadamente diretores e delegados que “vêm perseguindo os professores” por estes terem participado na manifestação e na greve

“Não se deve estar a perseguir os professores para não participarem em novas lutas, por isso que nós já pedimos a intervenção do senhor Provedor de Justiça, estamos a pedir a fiscalização do Tribunal Constitucional para podermos saber até que ponto não se pode permitir a manifestação, como não permitiram no dia 23 de Março”, alertou.

Jorge Cardoso frisou ainda que a Polícia Nacional “esteve ao serviço do Governo” quando impediu os manifestantes de percorrerem a Avenida Cidade de Lisboa passando a frente do Palácio do Governo, com concentração no largo do Estádio da Várzea, refere a fonte deste jornal.

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