SOCIAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Sindicato mostra-se firme em continuar a luta apesar da fraca adesão à manifestação de vigilantes na Praia 14 Julho 2021

A manifestação dos trabalhadores de segurança privada, anunciada para hoje, primeiro dia de uma greve de 72 horas, pelo Sintsel foi marcada pela fraca adesão, mas, mesmo assim, o sindicato mostrou-se firme em dar continuidade à luta.

Sindicato mostra-se firme em continuar a luta apesar da fraca adesão à manifestação de vigilantes na Praia

“Há um mês estávamos reunidos nesta mesma rua. É lógico que a adesão era maior, mas, mesmo assim, com os que estão aqui presentes, vamos continuar a nossa luta e não vamos desistir. Sabemos que estamos numa luta a lutar contra tudo e todos, porque sabemos que estamos perante as empresas de segurança privada que têm um poder acima do próprio governo”, disse, segundo a Inforpress, o presidente do Sindicato Nacional dos Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio e Pesca (Sintsel), Manuel Barros.

Para o sindicalista, os vigilantes sofreram “represálias” após a greve de há um mês. Manuel Barros relatou casos de vigilantes que tiveram os três dias descontados ao dobro do salário.

“Tudo isso é para, precisamente, desmotivar os vigilantes. Vamos continuar com qualquer número de vigilantes que aparecer. Mesmo que as empresas façam o que estão a fazer, vamos continuar com a nossa luta”, disse.

Conforme a mesma fonte, Manuel Barros disse ainda que o Sintsel defende que todos os sindicatos deveriam estar unidos com aquela força sindical no sentido de resolver os problemas dos vigilantes, que é o que está em questão.

“O Sintsel é um sindicato do sector. Foi criado pelos vigilantes. Os três sindicatos deveriam ter consciência, respeitar a opinião dos vigilantes. Estou a falar do Sindicato da Indústria, Serviços Comércio, Agricultura e Pesca, Sindicatos (Siscap), do Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Serviços e Afins (Siacsa) e do Sindicato Indústria, Agricultura e Pesca (Siap)”, completou.

Ainda nas suas declarações, Manuel Barros negou que o Sintsel esteja sendo intransigente e culpou o próprio Governo por não estar a fazer com que as empresas cumpram com as suas obrigações.

“Ninguém está acima da lei, nem o próprio Presidente da República. As empresas não podem continuar a manter braço de ferro e a não cumprir. Apelamos ao Governo que tome medidas com as empresas de segurança privada”, apelou.

O Sintsel anunciou na terça-feira que os trabalhadores de segurança privada iniciaram mais uma greve de três dias, a partir de hoje, por incumprimento do Acordo Colectivo de Trabalho e a respectiva grelha salarial pelas empresas, refere a Inforpress.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project