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Sindicato responde com ameaça de greve àquilo que considera “intimidação aos bombeiros” por parte da câmara da Praia 04 Setembro 2019

O presidente do Siacsa, Gilberto Lima, disse hoje que se a Câmara Municipal da Praia não resolver os problemas e continuar a enviar documentos para intimidar os bombeiros, os mesmos vão partir para uma greve.

Sindicato responde com ameaça de greve àquilo que considera “intimidação aos bombeiros” por parte da câmara da Praia

Esta ameaça foi apresentada em conferência de imprensa, hoje, numa reacção do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços, Florestas, Serviços Marítimos e Portuários (Siacsa) ao comunicado da edilidade praiense, na sequência da realização da manifestação dos bombeiros no passado dia 26 de Agosto, data em que a corporação celebrou 41º aniversário da sua criação.

No comunicado enviada à imprensa no dia 30 de Agosto, a câmara da Praia prometia “agir em conformidade” para por cobro ao acto, que classificou de “indisciplina e violação” do regulamento interno, que estatui o serviço dos bombeiros municipais da Praia.

“Se a câmara não resolver os problemas e continuar com este estado de coisas, a enviar documentos para intimidar os bombeiros, não vejo como os bombeiros não irem para greve. Mas vamos ainda tolerar, porque estamos a lidar com uma classe trabalhadora muito importante”, disse, adiantando que se edilidade aplicar qualquer sanção aos bombeiros que participaram na manifestação vai levá-la ao tribunal.

Durante a conferência de imprensa, Gilberto Silva disse que a entidade “mentiu” ao afirmar que todas as progressões foram pagas.

Conforme precisou o sindicalista, as progressões foram pagas de 2010 a 2014 e ainda assim com “algumas anomalias”, porque “nem todos os valores foram pagos”.

“Ficou a faltar os anos seguintes, estando neste momento mais uma progressão vencida e não paga. Já se passaram, de 2014 a 2019, mais cinco anos”, disse, considerando de falsa também a informação de que os bombeiros têm subsídio de alimentação.

“O que existe é uma refeição quente para os bombeiros, que existe em todas as paragens do mundo”, declarou.

Gilberto Lima garantiu que a Câmara Municipal da Praia estava “devidamente informada” da manifestação dos bombeiros, pelo que considerou que “no mínimo” devia dialogar e encontrar as soluções, em vez de “mergulhar no silêncio” face as reivindicações da corporação.

“Assim sendo, encontrando-se os bombeiros em manifestação, não eram obrigados a participar nas actividades promovidas pela autarquia, pelo menos durante o período que decorria a manifestação. Afinal manifestação é um direito que assiste a qualquer cidadão cabo-verdiano”, sustentou.

Gilberto Lima adiantou que o Siacsa encontra-se disponível para negociar seja com o presidente da Câmara Municipal da Praia ou com alguém indicado por este e pediu ao edil para evitar arranjar “preceitos contra manifestação”, pois, afirmou “a lei e clara nesta matéria”.

As reivindicações, conforme indicou, constam do acordo assumido em sede da Direcção-geral do Trabalho entre o sindicato representativo dos trabalhadores e a autarquia. A Semana com Inforpress

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