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Sistema de Justiça frágil: EUA,Jordan de 11 anos encarcerado 7 anos pelo homicídio da madrasta —Salvo pelo ’Innocent Project’ 03 Janeiro 2020

O ano ora findo foi pródigo em casos mediáticos que abalaram a credibilidade do sistema judicial. Não só as denúncias de "Não-Justiça em Cabo Verde" no início de 2019 protagonizadas por Amadeu Oliveira, mas também nos Estados Unidos onde o ano terminou com a notícia de que Felipe Rodriguez foi inocentado ao fim de 27 anos de prisão. O mesmo com Jordan Brown detido aos onze anos. Ambos salvos pelo ’Innocent Project’, conduzido por juristas benévolos.

Sistema de Justiça frágil: EUA,Jordan de 11 anos encarcerado 7 anos pelo homicídio da madrasta —Salvo pelo ’Innocent Project’

Os erros judiciais são duplamente injustos: penalizam o inocente e deixam o criminoso impune. Daí a importância de iniciativas para uma maior consciencialização da sociedade e responsabilização dos intervenientes no sistema.

Em 30 de dezembro, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos deu o veredicto final sobre a condenação que pendia sobre o cidadão Felipe Rodriguez, acusado de homicídio em 1987, pelo qual esteve 27 anos detido numa prisão de Nova Iorque .

Graças ao ’Innocent Project’, saiu em liberdade em 2016. Mas só nesta segunda-feira, 30, foi declarado inocente.

Preso aos 11 anos e julgado como adulto aos 14

Aos 22 anos, Jordan diz: «Nunca percebi bem o que me aconteceu. No fim, tirei uma lição para a vida que é ’o mundo desmoronou à minha volta, mas o amor do meu pai salvou-me’».

Aos onze anos, conta, “estava feliz porque ia nascer o meu primeiro irmão. Sempre quis ter um irmãozinho”. A sua “nova mãe”, Kenzie, de 26 anos, trouxera-lhe duas irmãs, Jenessa, de 7 anos, e Adalynn, de 4 anos, e vinha aí o "Christopher".

Mas no dia 20 de fevereiro de 2009, tudo mudou: estava na escola quando chegou a polícia para o ir buscar e às duas irmãs porque tinha havido uma tragédia em casa. Kenzie "de quem gostava muito" fora encontrada morta, com uma bala na nuca e a arma usada era a espingarda de Jordan, que ele usava quando ia caçar com o pai.

Nesse dia, em que Jordan perdeu a madrasta a quem chamava mãe e o irmão cujo nascimento estava previsto para daí a duas semanas, começou outro pesadelo que o faria perder também a infância.

O menino de onze anos foi detido como suspeito do crime. Esteve três anos num centro para delinquentes juvenis e aos catorze anos foi condenado à prisão perpétua.

https://www.innocenceproject.org/jordan-brown-exonerated-of-2009-murder/ Foto: Chris Brown fazia todos os dias, no fim do dia laboral, 400 km ida e volta para visitar o filho na cadeia: "Foi isso que me salvou", diz Jordan.

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