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Sistema de saúde em Cabo Verde é “muito forte” mas há sempre desafios a vencer – OMS 12 Dezembro 2022

O representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) no País, Daniel Kertesz, considerou hoje, na Praia, que o sistema de saúde em Cabo Verde é “muito forte” ressaltando que em arquipélagos há sempre desafios a vencer.

Sistema de saúde em Cabo Verde é “muito forte” mas há sempre desafios a vencer – OMS

Daniel Kertesz fez essa consideração numa declaração à imprensa no âmbito do Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde (CUS), que este ano é assinalado sob o lema “Construir o mundo que queremos: um futuro saudável para todos”.

“Cabo Verde tem um sistema de saúde muito forte e a população tem acesso a um pacote mínimo de serviço de saúde, e as pessoas moram a menos de 30 minutos de um centro de saúde”, disse.

Conforme Daniel Kertesz, em arquipélagos como o cabo-verdiano, formado por ilhas, há sempre desafios a vencer, sobretudo, na área de recursos humanos para que todos possam ter acesso ao serviço de saúde.

Para o representante da OMS em Cabo Verde, os desafios são ainda a nível do controlo de factores de risco para doenças não transmissíveis, como cardiovasculares, diabetes e respiratórias, visto que o País é o terceiro a nível da África com a taxa de doenças cardiovasculares mais alta.

“A saúde mental é também uma prioridade e faz parte da nossa luta contra as doenças não transmissíveis, sobretudo, com a saída da pandemia já que teve efeito muito nefasto na saúde mental das pessoas a nível mundial”, acrescentou.

Neste processo, afirmou que o apoio da OMS a Cabo Verde será com formação dos profissionais da saúde, no desenvolvimento no sector e nas normas para que os governantes melhorem as políticas na área da saúde.

Lembrou que metade da população no mundo não tem acesso à saúde devido à sua condição de pobreza e ressaltou ainda que a cobertura universal da saúde que é um conceito “importante e simples” que defende que toda a população deve ter acesso a uma saúde de qualidade e a um custo acessível.

A presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP) ao usar da palavra focou no lema “Construir o mundo que queremos: um futuro saudável para todos” para afirmar ser um tema “desafiante” e que leva a alguma reflexão sobre o que se deve fazer para garantir a Cobertura Universal de Saúde em Cabo Verde.

Referiu ainda que a iniciativa está integrada no âmbito do Ano Segurança Sanitária cujo lema é “Nha Segurança ê bu Segurança” e que apela a todos a estarem comprometidos com a segurança que está aliada à qualidade que, por sua vez, está ligada ao acesso à saúde.

Neste âmbito, realçou que os temas em debate são pilares fundamentais do acesso a uma cobertura universal de saúde, augurando reflexão fortuita à volta dos mesmos para esclarecimento de algumas dúvidas, uma vez que, segundo disse, muitas pessoas pensam que a cobertura universal da saúde tem que ver com a questão financeira.

A data marca o aniversário do endosso histórico e unânime da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012, da cobertura universal de saúde (UHC, da sigla em inglês Universal Health Coverage) como uma prioridade essencial para o desenvolvimento internacional.

Desde então, tornou-se o ponto de encontro anual para o crescente movimento pela saúde para todos, cujo objectivo principal é aumentar a conscientização sobre a necessidade de sistemas de saúde fortes, equitativos e resilientes.

A Semana com Inforpress

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