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Situação económica dos órgãos de comunicação social em Cabo Verde agravou-se com a pandemia 02 Julho 2021

A presidente da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC), Arminda Barros disse esta quarta-feira, 30, que a situação económica e social dos órgãos da comunicação social em Cabo Verde “é muito difícil e agravou-se” com a pandemia da Covid-19.

Situação económica dos órgãos de comunicação social em Cabo Verde agravou-se com a pandemia

Arminda Barros avançou estas informações à imprensa, após entregar o relatório do pluralismo político partidário ao presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, tendo explicado que o referido documento faz referência à interação dos atores políticos nos órgãos da comunicação social radiofónico e televisivo, informação diária e não diária, conforme escreve a Inforpress.

“No relatório, damos conta daquilo que fizemos em termos de atividade liberativa, de regulação, supervisão e fiscalização, falamos da liberdade de imprensa cruzada com as consequências da pandemia da Covid-19, das relações internacionais da ARC e dos esforços de cooperação com outras entidades”, referiu, citado pela mesma fonte.

O relatório, que foi o último que a ARC apresentou neste mandato, que termina a 23 de Julho, revela o resultado de um questionário realizado aos órgãos de comunicação social sobre a situação económica dos mesmos.

“Houve gastos suplementares para atender as necessidades de prevenção, houve corte quase para a metade da publicidade, há necessidade de redução do pessoal, há menos atividades a vários níveis e em várias ilhas. Os órgãos privados foram os que mais sofreram e sofrem com todas estas dificuldades”, afirmou, salientando que a maioria das empresas de comunicação social “não foi beneficiada com lay-off”, escreve a nossa fonte.

Quanto ao balanço dos seis anos de funcionamento da ARC, Arminda Barros afirmou que nesse período a entidade conseguiu instalar-se na sociedade caboverdiana, tornando-se numa entidade “com visibilidade e com ganhos visíveis”.

Esta responsável pela ARC admitiu que os órgãos de comunicação social, passaram a ter uma ideia “muito clara” daquilo que são os seus deveres legais e passaram a trabalhar com “maior esforço” para cumprir os deveres éticos e deontológicos, destacando, por outro lado, a forma como as instituições têm procurado os serviços da ARC, quando entendem que os seus direitos foram violados.

Disse ainda que a ARC tem feito um trabalho de “monitorização permanente” aos órgãos da comunicação e aos conteúdos mediáticos que são oferecidos ao público cabo-verdiano, realçando que em quatro anos a preocupação maior foi a realização de ações de sensibilização junto dos órgãos da comunicação social sobre a necessidade de se adotar uma atitude pedagógica.

“No futuro há mais competência para a ARC, os estatutos aprovados em Dezembro de 2020 dão a ARC competência maior no que se refere ao licenciamento, renovação, autorização de mudança de projetos”, indicou, conforme a Inforpress.

Apontou, por outro lado, a consolidação dos órgãos de comunicação social públicos, que terão de cumprir os contratos de concessão e os privados que terão de ter mais capacidade empresarial e editorial na afirmação no mercado nacional como maior desafio a ser ultrapassado nos próximos tempos.

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