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"Só ouvi mentiras da família Schumacher. Contem as coisas como são", ex-agente Weber 21 Julho 2022

Willi Weber, antigo representante do piloto alemão, expressou-se sobre o ter sido afastado após o acidente de Schumacher em 2013. Agora Weber escreveu um livro — ‘Benzina nel Sangue - Michael Schumacher, il Cavallo Vincente’ — sobre o heptacampeão da Fórmula1.

Desde o dia 29 de dezembro de 2013 que o estado de saúde de Michael Schumacher é mantido em segredo. Com pequenas exceções, como em janeiro de 2020, quando a esposa, Corinna Schumacher falou, pela primeira vez à imprensa sobre o estado de saúde do heptacampeão de F1, por ocasião dos seis anos do fatídico dia em que um acidente numa estância de esqui lhe causou danos irreversíveis a nível cerebral (Schumacher : "Com pequenos passos...", diz família pela 1ª vez, 09.jan.020).

Esse afastamento premeditado magoou Weber, como o próprio revela agora na entrevista à Gazzetta dello Sport, esta semana.

"Foi uma dor enorme para mim. Tentei centenas de vezes contactar a Corinna e não me respondia. Liguei ao Jean Todt para perguntar se deveria ir ao hospital e ele disse-me para esperar, que era demasiado cedo. Liguei no dia seguinte e ninguém atendeu. Percebi que me queriam afastar e não esperava por um comportamento assim. Ainda estou chateado com isso", comentou.

"Mantiveram-me à margem enquanto me diziam que era demasiado cedo. Pois... agora é demasiado tarde. Passaram nove anos. Talvez devessem dizer as coisas como realmente são", acrescentou Willi Weber.


O livro
. "Decidi que era chegado o momento de contar a minha história, a minha verdade". A história de uma amizade. "Sincera mas dolorosa — que agora me faz sofrer", diz o empresário de oitenta anos.

Parecer de neurocirurgião

O Motorsport.com publicou em janeiro de 2020 o parecer do neurocirurgião italiano Nicola Acciarri, que começou por dizer: "Devo ser extremamente cuidadoso, porque ninguém tem a certeza sobre tudo o que se diz publicamente. Há muito pouca informação, logo, é difícil perceber de que base clínica se deve partir".

Nicola Acciarri prosseguiu assim: "Está claro que, imaginando a situação de Schumacher, seis anos depois do acidente, devemos imaginar uma pessoa muito diferente daquela que recordamos das pistas, com um estado de alguém que esteve sempre sob assistência intensa, muito tempo acamado, com marcas orgânicas, musculares e esqueléticas muito alteradas e, eventualmente, deterioradas. Tudo em consequência do trauma cerebral que sofreu".

Sobre o tratamento de cardiologia com células-mãe, a que o ex-piloto foi submetido em outubro de 2019, para melhorar o estado do seu coração, Acciarri considera-o normal nestas patologias, nas quais o tratamento principal não é tanto uma grande recuperação, mas a manutenção dos órgãos vitais.

"Eu diria que sim, porque as condições de Michael exigem atenção de 360 graus, que não diz apenas respeito aos resultados de trauma cerebral. ’Schumi’ terá pessoas que tentarão interagir com ele para mantê-lo ativo, mas também terá uma equipa de fisioterapeutas capazes de movimentá-lo e evitar os efeitos dos cuidados prolongados", disse.

"Estou-me a referir à atrofia muscular, distúrbios tendinosos, osteoporose e até alterações orgânicas, numa situação muito, muito delicada que, no caso de pessoas menos favorecidas do ponto de vista económico, geralmente resulta num fim precoce, por causa das consequências irreversíveis podem surgir", concluiu.

Fontes: Referidas. Relacionado: Michael Schumacher hospitalizado em Paris, 21.set.019; Schumacher visto pela 1ª vez desde coma de 2013 — Recuperação milagre?, 8.mar.019.

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