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Sociais-democratas alemães vão negociar novo Governo com conservadores 16 Dezembro 2017

O partido social-democrata alemão (SPD) decidiu hoje que vai iniciar conversações exploratórias com os conservadores da chanceler Angela Merkel, com vista à formação de um novo Governo, quase três meses depois das eleições legislativas na Alemanha.

Sociais-democratas alemães vão negociar novo Governo com conservadores

O início das conversações entre sociais-democratas e a União Democrata Cristã (CDU) foi revelado pelo líder do SPD, Martin Schulz, depois da direção política do partido ter dado luz verde, após congresso da semana passada, em que seis centenas de delegados tiveram um aceso debate sobre o assunto.

O presidente do SPD destacou que as conservações dão cumprimento ao determinado no congresso, em que ficou decidido, por uma grande maioria, encontrar formas de cooperação para a formação de um novo Governo para a Alemanha, com base no programa social-democrata.

Martin Schulz, antigo presidente do parlamento europeu, disse que o resultado das conversações com o partido da chanceler Angela Merkel está em "aberto" e afirmou que "há diferentes modelos para um Governo estável", deixando claro que o início do diálogo não implica apostar, de antemão, numa nova grande coligação governamental, em apoio a um Governo de minoria ou por outro tipo de cooperação com os conservadores.

Os resultados das conversações para estabelecer o modelo de Governo serão apresentados a um congresso extraordinário do SPD, com provável realização em 14 de janeiro.

Se o apoio do congresso for conseguido, então iniciar-se-ão as negociações formais com a CDU, no sentido de alcançar um pacto de coligação, a submeter também a uma consulta entre a militância do partido social-democrata.

A decisão hoje anunciada surgiu igualmente na sequência da reunião da passada quarta-feira entre Martin Schulz, Angela Merkel e o líder dos sociais-democratas da Baviera (CSU), Horst Seehofer, formação irmanada com a CDU.

A reunião contou ainda com os respetivos chefes dos grupos parlamentares.

Apesar de, após as eleições legislativas de 24 de setembro, Schulz ter afirmado que não pretendia reeditar uma grande coligação, o presidente do SPD começou a mudar a opinião depois de fracassadas as conversações entre o bloco conservador, os Verdes e os liberais para formar Governo.

Nesta mudança de posição teve também intervenção o Presidente da Alemanha e ex-ministro dos Negócios Exteriores, Frank Walter Steinmeier, que apelou aos partidos a dialogarem para desbloquear a formação de um Governo e evitar novas eleições.

Inicialmente, o propósito de Schulz e da maioria da cúpula do SPD era passar à oposição, para possibilitar uma "regeneração do partido", que, em setembro, registou o seu mínimo histórico em eleições legislativas - 20,5%.

A CDU venceu as eleições e Merkel conseguiu um quarto mandato para governar a Alemanha, mas obteve apenas 32,5% dos votos, quando tinha conseguido 41,5% nas anteriores eleições legislativas, há quatro anos.

Segundo uma sondagem de hoje da televisão pública ARD, 61% dos alemães defendem uma nova grande coligação, o que corresponde a um aumento de 16% relativamente à auscultação pública de há uma semana. Fontes: NM c/Reuters

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