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Sociedade cabo-verdiana garante mais de 54 ME de créditos a mais de 1.900 empresas 19 Agosto 2022

A sociedade de garantia cabo-verdiana Pro-Garante assegurou em três anos mais de 54 milhões de euros de créditos financiados pelas instituições financeiras do país a mais de 1.900 empresas, anunciou a instituição.

Sociedade cabo-verdiana garante mais de 54 ME de créditos a mais de 1.900 empresas

“A Pro-Garante, num contexto de crise financeira gerada pela pandemia de covid-19, garantiu mais de 6,5 mil milhões de escudos (54 milhões de euros) de créditos financiados pelas instituições financeiras do país, a mais de 1.900 empresas até final de julho de 2022, que significa perto de 19% do total das empresas registadas em Cabo Verde e próximo de 10% de escopo em empregos do país”, precisou a instituição, criada em 2018.

Nos últimos três anos, a empresa referiu que atendeu todos os setores de atividades e dimensão de empresas em todas as ilhas do país, especificamente, com início da sua operacionalização em 2020.

O universo empresarial em Cabo Verde é constituído na sua maioria por pequenas e médias empresas (mais de 90%) e fornecem mais de 40% dos empregos, mas que, segundo o presidente da sociedade, Pedro Barros, enfrentam o problema do acesso ao crédito.

Para o futuro, a sociedade da garantia tem como desafios consolidar o sistema de contragarantias dos créditos, constituição de sistemas de contragarantias, integração nas redes internacionais de instituições de garantias de créditos e conclusão do projeto de digitalização dos processos de gestão.

“Assim, teremos um sistema nacional robusto de concessão de garantias às empresas”, projetou o presidente, durante uma apresentação dos resultados da empresa, na quinta-feira à noite, na cidade da Praia.

Para o vice-primeiro-ministro, ministro das Finanças e do Fomento Empresarial e ministro da Economia Digital, Olavo Correia, o papel do Estado é criar oportunidades e instituições vocacionadas para o efeito, sendo uma delas a sociedade de garantia de créditos.

“Conseguimos, com a Pro-Garante, alavancar mais de 1.900 operações, cerca de seis milhões de contos (mil milhões de escudos) de garantias, mais de nove milhões de contos de créditos (81,6 milhões de euros) à economia”, enumerou.

Sem essa instituição, que segundo o ministro está a funcionar “de forma sustentável”, não seria possível os investimentos e os empregos criados no país.

“Aqui o desafio é não apenas olhar para aquilo que fizemos até agora, é importante, mas aquilo que nós temos de colocar à nossa frente é como é que nós podemos fazer mais e melhor, mais rápido, como é que podemos servir melhor os nossos empresários e as nossas empresas”, questionou.

Para isso, sublinhou a importância de melhorar a arquitetura institucional, aumentar o volume de capital para a Pro-Garante e o Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado.

“Para que possamos ter mais escala, para que mais empresas possam ser cofinanciadas, para que possamos alavancar mais investimentos. Porque só assim podemos criar mais empregos e mais oportunidades para os nossos jovens”, acrescentou Olavo Correia.

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística - setor que garante 25% do PIB do arquipélago - desde março de 2020, devido às restrições impostas para controlar a pandemia de covid-19.

O país registou em 2020 uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB, seguindo-se um crescimento económico de 7% em 2021, impulsionado pela retoma da procura turística no quarto trimestre.

Entretanto, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, o Governo cabo-verdiano reviu de 6% para 4% a perspetiva de crescimento económico em 2022.

A Semana com Lusa

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