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Soldados ucranianos recebidos com emoção (e flores) em Kherson 12 Novembro 2022

Os soldados ucranianos que acorreram à cidade de Kherson, este sábado, foram recebidos com (muita) emoção. E flores, revela NM.

Soldados ucranianos recebidos com emoção (e flores) em Kherson

Kherson foi reocupada pelas forças de Kyiv após a retirada russa, na sexta-feira, o que é considerado como uma das vitórias mais significativas para a Ucrânia, e uma humilhação para Moscovo.

Ainda assim, o conflito está longe de ter terminado, e os ataques continuam nos arredores do aeroporto de Kherson. As autoridades estabeleceram, assim, pontos de controlo, e estão a desminar os terrenos que, até agora, estavam em mãos russas, segundo diz a agência Reuters.

Segundo a mesma fonte, apesar da situação “severa”, dada a falta de água, de medicamentos, e de comida, na aldeia de Klapaya, a cerca de 10 quilómetros do centro de Kherson, Nataliya Porkhunuk, de 66 anos, e Valentyna Buhailova, de 61, aguardavam a chegada dos soldados ucranianos com ramos de flores coloridas em punho, acenando e sorrindo para os veículos que passavam.

"Ficámos 20 anos mais jovens nos últimos dois dias", disse Buhailova, antes de receber um abraço de um dos soldados.

Na estrada de Mykolaiv até Kherson, trincheiras abandonadas acolhem o lixo, os cobertores e as redes de camuflagem deixadas para trás pelas forças de Moscovo, mas também equipamento e minas.

Segundo Porkhunuk, as tropas russas que ocuparam a região durante quase nove meses asseguraram os residentes de que não lhes “fariam mal” mas, durante duas semanas, informaram os civis que procuravam “nazis, nacionalistas [banderites] e laboratórios americanos”. Ameaçaram ainda que, se soubessem que alguém estava a esconder um soldado ucraniano em sua casa, destruiriam a residência e a aldeia.

Na aldeia de Kiselivka, um grupo de adolescentes encontrou poiso à beira da estrada, onde colocaram uma porta de um armário com a inscrição ‘Kherson’.

“Estamos aqui porque queremos ajudar de alguma forma. Por isso, há umas horas, fizemos a tabuleta”, disse Artem, de 17 anos.

De acordo com os residentes citados pelo NM, as forças russas deixaram a região na quarta-feira à noite, e “não fizeram nenhum disparo”.

Foram-se só embora”, revelou Hyhory Kulyaka, de anos 54, ao passar de scooter.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais, conclui a fonte deste jornal.

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