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Suborno à 4ª esposa do presidente Conté deu a magnata de Israel 3.000% de lucro em minas de Simandou, Guiné-Conakry —Tribunal suíço condena-o a 5 anos de cadeia 17 Fevereiro 2021

"É uma grande injustiça!", reagiu Beny Steinmetz, de 64 anos, no top-5 dos bilionários do Estado de Israel, que foi na sexta-feira, 12, condenado a cinco anos de cadeia e multa de 56 milhões de francos suíços (5,6 milhões de contos) por "corrupção de agente estrangeiro". O tribunal em Genebra "d[eu] por provado" que o ’rei dos diamantes’ pagou em 2005 "cinco milhões" a Mamadie Touré — a quarta esposa do então presidente da Guiné-Conakry, Lansana Conté — e por esse meio obteve a concessão das minas de Simandou.

Suborno à 4ª esposa do presidente Conté deu a magnata de Israel 3.000% de lucro em minas de Simandou, Guiné-Conakry —Tribunal suíço condena-o a 5 anos de cadeia

O caso contra o dono do Grupo BSGR — denunciado pelo consórcio anglo-australiano Rio Tinto, derrotado em 2005 na corrida aos direitos de exploração das jazidas de minério de ferro de Simandou — chegou ao fim mais de quinze anos após os factos.

Entretanto, o presidente Lansana Conté faleceu em 2008 e a mais jovem das quatro esposas, Mamadié Touré, está refugiada nos Estados Unidos onde é testemunha-chave de vários processos de investigação relativos à atividade mineira conacri-guineense.

A foto mostra Steinmetz a ser confortado pela advogada Camille Haab, após a juiz Alexandra Banna o condenar à prisão.

"Segundo o tribunal deu por provado, os direitos foram obtidos através de corrupção e Steinmetz "colaborou com outros" para esse fim, segundo o acórdão lido durante duas horas pela magistrada do tribunal de Genebra.

Lucro de 3 mil por cento

O advogado Marc Bonnant — que argumentou sobre a fragilidade da acusação, baseada no testemunho de Mamadie Touré que não compareceu no tribunal de Genebra — disse que vai entrar com recurso no Supremo.

Steinmetz negou ter "sido o corruptor de Mamadie Touré, que só encontr[ou] uma vez". No seu depoimento, disse ainda que "ela não [er]a a esposa do presidente Conté mas uma amante, sem qualquer influência".

O bilionário considerou legítimo o seu lucro de mais de três mil por cento. "Quem arrisca pode ter lucros e foi o que me aconteceu — até o projeto virar o sonho da Guiné e o meu pesadelo".

Mas a juiz Banna replicou: "Um lucro de cinco biliões a partir de um imvestimento inicial de $160 milhões só por si é uma prova de corrupção".

Fontes: Times of Israel/Bloomberg/Le Figaro/DW.de. Foto (AFP): Em Genebra em 25 de janeiro, o bilionário israelo-francês Steinmetz condenado a cinco anos de cadeia é confortado por uma advogada da sua equipa de defesa.

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