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Subsídios de desemprego em Cabo Verde caíram mais de 50% em 2021 04 Fevereiro 2022

O valor dos subsídios de desemprego atribuídos em Cabo Verde pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) caiu mais de 50% em 2021, face ao mesmo período do ano anterior, para cerca de 550 mil euros.

Subsídios de desemprego em Cabo Verde caíram mais de 50% em 2021

Subsídios de desemprego em Cabo Verde caíram mais de 50% em 2021
De acordo com um relatório do INPS com dados até novembro de 2021, Cabo Verde atribuiu em 11 meses 3.650 prestações mensais de subsídio de desemprego, número que em igual período de 2020 foi de 8.023.

A atribuição do subsídio de desemprego custou aos cofres do instituto que gere as pensões cabo-verdianas em 2021 mais de 60,7 milhões de escudos (548 mil euros), contra os 126,7 milhões de escudos (1,15 milhão de euros) de janeiro a novembro de 2020, uma redução de 52% no espaço de um ano.

A atribuição de subsídios de desemprego em Cabo Verde disparou desde abril de 2020, devido à crise económica provocada pela pandemia de covid-19, até ao máximo de 1.253 em julho desse ano. Desde abril de 2021 (565) que a atribuição desses apoios está em queda, até aos 127 registados pelo INPS em novembro passado.

Mais de 40% dos trabalhadores que perderam o emprego em Cabo Verde em 2020, durante a pandemia de covid-19, são da ilha do Sal, a mais turística do arquipélago, segundo dados anteriores do INPS.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde depende em 25% do turismo — tal como o impacto no emprego -, com um recorde de 819 mil turistas em 2019, mas parado desde a pandemia, provocando uma queda superior a 60% durante o ano de 2020.

A criação de emprego em Cabo Verde em 2021 e 2022 não será suficiente para compensar a perda de praticamente 20 mil postos de trabalho em 2020 devido à covid-19, segundo dados de estimativas oficiais compilados pela Lusa.

As previsões constam do documento de suporte à lei do Orçamento do Estado para 2022, que estima a criação de 9.749 empregos líquidos este ano.

Para 2021, o Governo estimava a criação de 6.021 postos de trabalho líquidos, pelo que em dois anos serão criados 15.770 empregos, cumprindo-se as previsões.

Contudo, só em 2020, devido às consequências económicas da pandemia, nomeadamente a total ausência de turismo desde março, Cabo Verde perdeu 19.718 empregos líquidos.

Em 2019, Cabo Verde criou 11.344 empregos líquidos, segundo dados do Governo.

Cabo Verde fechou com uma taxa de desemprego de 14,5% em 2020 — 11,3% em 2019 -, contra a expectativa governamental de quase 20%, um resultado menos negativo explicado com os sucessivos períodos de ’lay-off’, sobretudo abrangendo as empresas ligadas ao turismo, em que o trabalhador recebe 70% do salário, suportado em parte pela segurança social cabo-verdiana.

O Governo estima ter fechado 2021 com uma taxa de desemprego idêntica, de 14,5%, que deverá baixar para 14,2% em 2022.

"Este instrumento [’lay-off’] teve um grande impacto na atenuação do crescimento do desemprego em Cabo Verde", reconheceu anteriormente o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia. A Semana com Lusa

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