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Sucesso em enganar secreta russa salvou de destruição Kiev, "cidade-mãe da Rússia" 10 Abril 2022

O Kremlin só deu a ordem para as tropas avançarem sobre a capital da Ucrânia, porque os agentes do FSB garantiram que não iam encontrar resistência, segundo as fontes. Mas a informação era falsa, manipulada pelos serviços secretos de Zelensky que ao detetar a presença do inimigo em vez de os mandar prender deixou-os à vontade para recolherem toda a informação que lhes servia à socapa, revela este sábado a imprensa da referência com base em fontes russas.

Sucesso em enganar secreta russa salvou de destruição Kiev,

O fracasso russo na tomada de Kiev assenta pois numa estratégia bem sucedida do governo ucraniano em ludibriar os agentes russos, com informações que levaram a Moscovo.

O Kremlin delineou a sua estratégia para a tomada da capital do país. Baseava-se numa linha de propaganda que atribuía a responsabilidade da invasão ao ’Ocidente’ (....Sirenes em Kiev, já há vítimas — EUA contra Rússia na NATO "fizeram de nós um inimigo", diz Putin, 24.fev.022).

Putin com essa informação calculou que iria levar apenas três dias e requerer apenas parte,cerca de 40%, das tropas estacionadas na fronteira.

Mas os cidadãos ucranianos resistiram ao inimigo e continuam a defender a sua capital, durante estes mais de quarenta dias de invasão russa,

"Cidade-mãe da Rússia"

Cercar Kiev é estratégia usada desde há quase dois mil anos, segundo as crónicas que precederam a sua história escrita desde o século V.

Muito antes de Moscovo, Kiev foi a capital da "mãe Rússia", a Kievan Rus, durante três séculos (de 882 a 1155). Com a perda do seu valor estratégico e económico, tornou-se um grupo de principados independentes em guerra contínua. Fácil foi pois a tomada de Kiev pelo exército mongol ao fim de uma semana de cerco em fins de 1240.

Russófonos cúmplices nos crimes de guerra dos invasores . O ódio étnico ou racial, entre vizinhos na Ucrânia desponta no testemunho de uma vítima, que falou à AFP. A ucraniana “Elena” (alvo de violação como "arma de guerra") revelou sem conter as lágrimas o que lhe aconteceu, o que "ainda não falei nem com o médico, nem com o psicólogo, nem sequer com o meu marido”.

"Estava na mercearia quando chegaram soldados russos. Eu não entendia o que estavam a dizer, mas percebi que um dos moradores estava a apontar o dedo para mim e dizia ’Ela é uma banderovka’ ".

Na Ucrânia russófona, ‘banderovka’ é um designativo dado aos seguidores do líder ultranacionalista ucraniano Stepan Bandera, que colaborou com a Alemanha nazi contra a União Soviética.

«”É por causa de pessoas como ela que esta guerra começou. Ela é a mulher de um militar", disse o homem. Vi que me observavam quando saí rapidamente da loja. Assim que cheguei a casa, os dois soldados russos entraram pela porta, atrás de mim».

«Não tive tempo de pegar no telefone para pedir ajuda ou fazer qualquer coisa. Sem uma única palavra, empurraram-me para a cama, apontaram-me uma metralhadora e tiraram a minha roupa. Eles quase não falavam, exceto algumas vezes para me chamar ’banderovka’ ou dizer um ao outro ’é a tua vez’. Depois, foram embora», relatou.

Violação como "arma de guerra". Segundo o depoimento feito à AFP pela procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, as violências sexuais por soldados russos têm vitimado "mulheres e crianças, pessoas idosas", de "ambos os sexos".

A diretora da unidade ucraniana da ong La Strada, que defende os direitos das mulheres, disse à AFP que tinham recebido telefonemas sobre sete casos de violação de mulheres e crianças ucranianas por parte de ocupantes russos. Mas acredita que os números vão aumentar assim que passar o choque das vítimas. "Podem ser centenas, até milhares, de mulheres e meninas violadas", admitiu Aliona Kryvouliak.

Punição por justiça expedita. As vítimas, como ’Elena’, pedem uma punição expedita.

"Estou certa que a Ucrânia vai recuperar-se e que os nossos soldados vão exercer vingança. E eu vou apontar com o dedo os conterrâneos que me denunciaram. Vou mostrar os soldados e os seus cúmplices ao meu marido e ele vai vingar-me", rematou ’Elena’.

Fontes: L’Express/AFP/El Mundo/... Kiev, cidade e habitantess, há quase dois mil anos que é invadida, destruida e reconstruída. ’Elena’ (foto inserida ao centro), alvo de "violação arma de guerra" acredita na vingança.

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