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Sudão: ’Conselho militar’ no lugar do presidente Bechir deposto e preso — Povo na rua desde dezembro por causa do preço do pão 12 Abril 2019

Dezenas de mortes depois, o chefe de Estado sudanês Omar el-Bechir deixa a função presidencial, seja por "golpe de estado" seja por persistência dos que, há quase quatro meses depois da primeira fagulha da contestação que foi o aumento do preço do pão, em 19 de dezembro, se juntavam em frente ao Ministério da Defesa, na capital, Cartum, todas as terças-feiras para pedir a sua demissão. Mas... jovens estão contra ‘Junta Militar’ e menos de 24 H depois gritam que houve manipulação.

Sudão: ’Conselho militar’ no lugar do presidente Bechir deposto e preso — Povo na rua desde dezembro por causa do preço do pão

A precipitar a saída (deposição?) e prisão de Bechir – confirmada pelo ministro da Defesa, Awad Ahmed Ibn Auf, esta quinta-feira, 11, horas depois de, na véspera, ter sido lido um comunicado na cadeia televisiva Al Hadath por um ’ministro de Darfur-Norte’, cujo nome não foi indicado pela fonte RTBF — terá estado o ultimato, na terça-feira, 9, dado pelas “capitais ocidentais” para a solução das reivindicações de “maneira responsável”.

O ministro da Defesa, esta quinta-feira, 11, anunciou que os militares assumem o poder durante dois anos, confirmando o que avançara na véspera a televisão franco-belga, ou seja, que está em curso “a formação de um conselho de militares”. Foi também anunciado que "durante um mês, as ruas fecham das 22 às 04 horas".

Bechir — a braços com acusações que o podem agora levar ao tribunal da Haia — ao invés de ouvir as reivindicações dos sudaneses, que aos milhares sairam à rua, enviara primeiro as forças da ordem, com resultados catastróficos.

A repressão das manifestações, segundo o balanço do governo, na quarta-feira, 10, fez um total de 43 vítimas mortais desde dezembro. Mas as ONGs no terreno contradizem que “o número é muito superior” e “deve ultrapassar a meia centena”.

Fontes económicas dão conta que a inflação atinge por ano os 70 por cento desde que em 2011, com a secessão Norte-Sul, o Sudão ficou amputado de três-quartos das suas reservas petrolíferas – que estão em território da novel República do Sudão do Sul.

Kremlin condena "golpe militar"

Enquanto via televisões nacionais vários governos ocidentais têm saudado a decisão da retirada de Bechir, ao fim de trinta anos no poder, o governo de Putin condenou na manhã desta quinta-feira, 11, o que classifica como um "golpe militar".

Povo não quer a ‘Junta Militar’ e grita que houve manipulação

O correspondente do ‘Le Monde’ na capital sudanesa, Cartum, avança, na tarde desta quinta-feira, com mais informações, agora sobre indícios de manipulação, que estão a indignar os manifestantes.

“Vamos continuar na rua, em frente a cada quartel das Forças Armadas, para gritar contra esta solução militar, disse um jovem manifestante, porta-voz do grupo dos que se declaram “Pela Liberdade e Mudança”.

Fontes: Le Monde/CNN/BBC/France 1/RTBF/WSJ/FT. Foto: Mulher, cujo nome não foi revelado para se entender que ’ela representa o coletivo’, "tornou-se símbolo do protesto e é ela que começa a entoar os cânticos, depois repetidos pela multidão"...manipulada?

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