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Suécia: Manifestações violentas de muçulmanos perante autos-da-fé ao Alcorão por líder xenófobo-islamófobo— PM condena a ideologia mas protege a liberdade de expressão 19 Abril 2022

Este Domingo de Páscoa marcou o quarto dia de manifestações violentas da comunidade muçulmana na Suécia, perante a provocação do movimento xenófobo-islamófobo Stram Kurs /Linha Dura liderado por Rasmus Paludan que está a instaurar os medievais autos-da-fé/queimas em atos públicos do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, em nome da liberdade de expressão.

Suécia: Manifestações violentas de muçulmanos perante autos-da-fé ao Alcorão por líder xenófobo-islamófobo— PM condena a ideologia mas protege a liberdade de expressão

A Semana Santa foi de violência em diversas cidades suecas. Depois das "graves cenas de violência" na capital Estocolmo, na quinta-feira (Quinta-Feira Santa), Orebro, na Sexta-Feira Santa, e no Sábado Santo em Malmö (sul no mapa), foi a vez de Norrköping (leste) e Linköping (sudeste) onde no domingo se registaram 16 pessoas feridas — 13 polícias e três manifestantes.

Dezenas de jovens (foto) da comunidade muçulmana na Suécia — motivados pela autorização concedida para a manifestação de militantes de extrema-direita — queimaram viaturas, carros, contentores de lixo, para expressar a sua indignação. Segundo as autoridades, "a noite foi de violência contra a polícia, com lançamento de pedras e cocktails -molotov contra carros e até um autocarro municipal".

A conduzir a provocação que visa a comunidade islâmica está o advogado sueco-dinamarquês Rasmus Paludan que lidera o movimento anti-imigração e anti-islamismo Stram Kurs/Linha Dura. Em 2019 participou nas eleições para o Folketing/parlamento dinamarquês, mas só obteve 200 votos.

Em 2020 Paludan levou o partido para a Suécia, onde nesse mesmo ano obteve a dupla nacionalidade. Retoma em peregrinações por cidades suecas, os autos-da-fé — queima de pessoas e símbolos anti-cristãos, como em Portugal durante a Inquisição.

Esses atos que Paludan encena em comícios públicos tiveram início na Dinamarca onde o Stram Kurs está desde 2020 "temporariamente suspenso" devido a irregularidades sobre o uso do sistema eleitoral. Paludan decidiu criar um partido-irmão Hard Line/Linha Dura(!) que o Ministério do Interior aceitou como legal.
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Fontes: Sweden News/Euronews/BBC/Le Monde/Washington Post/NY Times... Fotos: Jovens muçulmanos em Norrköping atiram pedras contra as forças policiais mobilizadas para proteger a manifestação do partido Stram Kurs/Linha Dura fundado na Dinamarca em 2017. Em 2020 Rasmus Paludan levou-o para a Suécia, onde nesse ano obteve a dupla nacionalidade. As primeiras-ministras da Suécia, Madalena Andersson, e da Finlândia, Sana Marin: a líder sueca enfrenta o avanço do "neonazismo anti-imigração e anti-islamismo", ambas enfrentam porém o mesmo desafio da ameaça nuclear russa.

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