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Suécia: "Preocupado" pai de Greta feliz 01 Janeiro 2020

O pai de Greta Thunberg esteve no ar na última segunda-feira do ano, numa edição especial do programa de rádio ’Today’ da BBC. No painel de convidados esteve ao lado da filha e do famoso naturalista David Attenborough, que afirmou ter a adolescente influenciado para que o tema entrasse na campanha eleitoral de dezembro no Reino Unido e, enfim, que Greta "despertou o mundo" para as mudanças climáticas.

Suécia:

Svante Thunberg contou que "não era nada a favor" quando a filha começou a faltar às aulas em nome da SchoolStreik For Klimateit/Em greve da escola pelo clima — movimento de defesa do clima contra o aquecimento global que Greta iniciou e inspirou milhões de pessoas pelo mundo.

No entanto, o pai de Greta constata que “ela está muito mais feliz" desde que se tornou ativista ambiental — o que a ajudou a vencer a grave depressão associada à doença de Asperger, uma forma de autismo que os médicos lhe diagnosticaram.

"Ela, durante três, quatro anos, sofreu de depressão. Deixou de falar. Recusou alimentar-se. Foi o nosso pior pesadelo, como pais". Tiveram de mudar a rotina da sua vida profissional, de modo a ficarem mais tempo em casa com as duas filhas — Greta e Beata, mais nova.

"Vocês são hipócritas!"

Nesse período de "tomada de consciência ecológica" de Greta, os pais tiveram de suportar que fossem eles os principais alvos da sua raiva contra os adultos que estão a destruir a Terra.

Svante contou à repórter Husain que ele e a esposa, Maleena, enquanto empenhados ativistas de Direitos Humanos foram reprovados por Greta como "grandes hipócritas".

Ela questionou-os: "O que é que vocês estão a fazer para combater a alteração climática? Nada! Vocês são hipócritas!".

Os pais fizeram então uma grande mudança na sua vida. O pai tornou-se vegetariano e a mãe deixou de andar de avião, dado o impacto das viagens aéreas na emissão de gases de efeito de estufa. Mas reconhece: "Não foi pelo clima, mas para salvar a nossa filha".

Hoje, mais tranquilo sobre a evolução da doença da filha, mostra-se porém “preocupado” com o "ódio" de que a Greta é alvo por parte de algumas pessoas.

Lapsos de tradução?

A Deutsche Bahn, companhia alemã de caminhos de ferro reagiu à foto com um comunicado de imprensa, cujo teor retomou em dois tweets. Num, agradeceu à passageira por ter "escolhido a viagem na nossa companhia 100 por cento amiga do ambiente".

Noutro, criticava-a por não ter mencionado o "serviço impecável" que "os funcionários prestam aos passageiros" nem tão-pouco o facto de que ela viajou "em primeira-classe em todo o conforto, assim como o resto da sua equipa".

Greta reconheceu que afinal "é bom ter comboios superlotados porque significa que há menos emissões de carbono". E atribuiu a eventual imprecisão do que escrevera ao facto de que o inglês não é a sua língua materna. Tal como o tinha feito no dia anterior quando foi criticada pela expressão "os políticos têm de ser encostados à parede" ("should be put against the wall", com possíveis duas interpretações).

Dada a ambiguidade da expressão ("should be put against the wall"), uns interpretaram-na como uma chamada sobre a responsabilização dos políticos, outros entenderam ser um apelo à violência,. Por isso, a jovem sueca escreveu: "É o que acontece quando improvisamos um discurso numa língua segunda. Mas é claro que peço desculpas a todos quantos se sentiram ofendidos".

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Fontes: BBC/DW/Outras referidas/Fotos: Greta e o pai à chegada à Nova Iorque em setembro. Em dezembro, após participar na cimeira do COP25 em Madrid, Greta voltou para a Suécia de comboio e postou a foto dela sentada no chão duma carruagem de comboio com a legenda "comboio superlotado. Mas a imprensa alemã denunciou a “fake photo”, pois que ela tinha viajado em primeira classe.

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