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Surpresa insuportável para casal chinês e americana barriga de aluguer 08 Junho 2019

A americana Jessica Allen, mãe de dois filhos, aceitou ser barriga de aluguer para um casal da China, onde a prática é ilegal. Implantado o óvulo, garantido o sucesso da gestação, uma ecografia revelou que, em vez de um, eram dois bebés. Em 12 de dezembro nasceram de cesariana e a americana não pôde vê-los logo. A mãe chinesa foi a primeira a vê-los e depois mostrou a foto à portadora, dizendo "Não parecem nada gémeos, pois não?"

Surpresa insuportável para casal chinês e americana barriga de aluguer

Jessica concordou, mas, tal como a super feliz mãe chinesa, sem pensar que havia algo estranho. E com a sua missão cumprida, Jessica não mais contactou os bebés.

"Cumprimos o contrato, eu e o meu marido não tivemos relações até que o médico nos informasse que podíamos. E usámos preservativo".

Mas uma semana depois do nascimento, o casal chinês quis devolver o bebé que "não parecia nada chinês". E não era. Os resultados do teste de ADN diziam que o bebé era da americana e do marido. Mais testes mostraram que tinha uma idade gestacional diferente do outro.

"Ficámos em pânico. Não sabíamos como era possível". É um fenómeno raro, de superfetação, em que a mulher grávida continua a ovular. Como o descreve a literatura médica, nota-se que o fenómeno tem sido potenciado pelo uso de técnicas de reprodução medicamente assistida.

"Não estávamos preparados para um terceiro filho, assim dum dia para outro". "Tínhamos comprado uma nova casa, não tínhamos nem mais um tostão".

Mas quando entre o susto e a alegria, afinal era um filho, se preparavam para acolher o bebé inesperado, outra surpresa os esperava.

Em vez de simplesmente lhe devolver o filho biológico, o casal chinês exigia uma indemnização de 22 mil dólares. Se não, a criança iria para uma agência de adoção — "porque afinal eram ainda os pais, segundo a lei".

Jessica relata o ’pesadelo’ vivido durante semanas. "Eu só pensava que não ia conseguir ter o meu filho — estavam a pressionar-me para lhes pagar — e eu não tinha dinheiro para o comprar de volta".

Imersos em dívidas, de coração partido porque "o filho esteve dois meses em colo de estranhos"

Tiveram de recorrer a crédito para contratar um advogado. E ao fim de quase dois meses conseguiram ter o bebé em casa. Mas Jessica tem de lidar com o pensamento que é "O meu filho passou os seus dois primeiros meses de vida em colo de estranhos".

Jessica falou à imprensa porque diz, "a agência, que intermediou o contrato, a Omega Family Global, deixou que as duas partes entrassem em conflito e não a ajudou em nada.

Por isso, embora não se arrependa porque isso seria negar o filho, quis contar a sua história para que sirva de exemplo a outras mulheres ... e talvez melhorar as práticas das agências intermediárias.

Fontes: New York Post/ People Foto: A 5 de fevereiro, c.2 meses depois de dar à luz, Jessica pôde enfim ter o filho nos braços pela primeira vez.

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