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Mais suspeitas de irregularidades na Águas de Santiago: Acionistas pedem intervenção do MP para recuperar mais de 3 mil contos transferidos para contas de dois administradores 05 Junho 2018

Às primeiras horas desta segunda-feira, 04 de junho, deu entrada no Ministério Público, em Assomada, uma participação criminal contra os administradores demissionários de Águas de Santiago - Vital Tavares e Floresvindo Barbosa -, exigindo a reposição de mais de três mil contos ilegalmente subtraídos aos cofres da empresa. O anuncio foi feito em conferência de imprensa pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral.José Alves Fernandes (Beto Alves), que é também presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, promete mais transparência e rigor na gestão da empresa, já que, em agosto do ano findo, a auditoria realizada pelo MCA tinha detectado um rombo de cerca de 40 mil contos nas contas da AdS.

Mais suspeitas de irregularidades na Águas de Santiago: Acionistas pedem intervenção do  MP para recuperar mais de 3 mil contos transferidos para contas de dois administradores

«Foi com surpresa e indignação que os acionistas da Águas de Santiago (AdS) tomaram conhecimento de graves atos praticados por dois administradores demissionários da empresa, nomeadamente transferindo para as suas contas pessoais a quantia global de 3 milhões e 240 mil escudos. Atos que consideramos ilegais», fez questão de denunciar o conferencista.

Por isso, José Alves Fernandes informa que, às primeiras horas desta segunda-feira, 04 de junho, deu entrada no Ministério Público, em Assomada, a uma participação criminal contra os administradores demissionários Vital Tavares e Floresvindo Barbosa, exigindo a reposição da quantia ilegalmente subtraída aos cofres da empresa.

«Por outro lado, os acionistas consideram ilegítima a decisão lavrada em reunião do Conselho de Administração da AdS, com data de 22 de maio, onde se determina o pagamento de indemnizações ao demitido Conselho de Administração, para mais com a justificativa de que não lhes terão sido imputadas ’situações que justifiquem demissão por justa causa’ – o que, objetivamente, é necessário apurar»- lê-se no comunicado remetido a este jornal.

Para a mesma fonte, é que aos acionistas – e não ao demitido Conselho de Administração (que decidiu em causa própria) – que compete determinar se há, ou não, substância para o pagamento de indemnizações, pelo. Daí que a transferência, para além de ilegal, é eticamente censurável e moralmente inaceitável.

O presidente da Assembleia-Geral da AdS acrescenta que, relativamente à auditoria, os accionistas farão a sua apreciação e tomarão as medidas que lhes compete, sendo certo de que outras instâncias farão o seu papel nos termos da lei. «É isso que temos vindo a fazer: demitindo o Conselho de Administração e esperando que outras instâncias, nomeadamente o Ministério Público, atuem com celeridade e imputando, sendo caso disso, criminalmente os prevaricadores», exige Beto Alves, prometendo que se vai garantir a transparência de procedimentos, a defesa do interesse público e salvaguarda do bom nome da Águas de Santiago.

Queda do CA e rombo de 40 mil contos

Este jornal promete retomar a matéria em causa, caso os administradores referidos venham a reagir às denuncias do presidente da Mesa da Assembleia Geral da Águas de Santiago.

É de recordar que uma assembleia geral dos sócios, realizada em finais de Agosto do ano findo foi determinante para a queda do Conselho de Administração da Águas de Santiago. A empresa pertencente aos nove municípios da ilha era, nessa ocasião, liderada pelo ex-ministro de Desenvolvimento Rural do governo do MpD, José António Pinto Monteiro, e pelos administradores Floresvindo Barbosa ( economista) e Vital Fernandes, (geógrafo).

Entretanto, a má gestão de recursos financeiros e irregularidades na aquisição de bens e serviços terão causado um rombo de quase 40 mil contos na AdS, segundo revelou Santiago Magazine, citando uma auditoria realizada pelo MCA, principal financiador da empresa que explora e distribui águas em Santiago.

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