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TACV transportou mais de 3.100 passageiros após retoma e quer mais aviões da TAAG 16 Mar�o 2022

A companhia aérea cabo-verdiana TACV transportou mais de 3.100 passageiros desde que retomou os voos, em dezembro, disse hoje (15/03) à Lusa a sua presidente, admitindo negociar o aluguer de mais duas aeronaves à angolana TAAG.

TACV transportou mais de 3.100 passageiros após retoma e quer mais aviões da TAAG

"Tendo em conta o período em quem estamos, um período de época baixa, consideramos que é um número razoável de passageiros transportados nestas 11 semanas, desde o início das operações", afirmou Sara Pires, presidente do conselho de administração da TACV.

A TACV retomou as operações, depois de renacionalizada, no final de dezembro passado, ao fim de 21 meses sem atividade devido às restrições internacionais impostas com a pandemia de covid-19, inicialmente com um voo entre a Praia e Lisboa.

Posteriormente, a companhia alargou essas rotas semanais para a capital portuguesa também a partir das ilhas de São Vicente e depois do Sal, e prevê a retoma dos voos para Boston (Estados Unidos da América) em "meados de julho".

Na segunda-feira, no âmbito da visita de Estado a Cabo Verde do Presidente da República de Angola, João Lourenço, as administrações das duas companhias aéreas estatais TACV e TAAG assinaram um acordo para o fornecimento, em regime de ’leasing’, de um primeiro Boeing 737-700 da transportadora angolana à companhia cabo-verdiana, que chegou no mesmo dia ao aeroporto internacional da Praia.

"Em termos do nosso plano de retoma e estabilização prevemos até final de 2023 estar a operar com três aparelhos, portanto estamos abertos a toda a cooperação que a TAAG poderá estar interessada. Até 2023 são três aparelhos, mas o mercado ditará o número exato de aviões que a TACV irá necessitar", acrescentou Sara Pires.

"Num momento inicial foi esta aeronave. Nós temos necessidade de mais aeronaves, portanto, iremos iniciar um processo de negociação para a chegada de novos aparelhos", disse ainda.

De acordo com informação da TAAG, a companhia angolana opera vários Boeing 737 com capacidade para 120 passageiros, essencialmente nas rotas domésticas, que está a substituir por seis Dash 8-400 turbo hélice.

Desde a retoma dos voos em dezembro, a TACV operava com um Boeing 757 em regime de ’leasing’, que segundo o Governo cabo-verdiano tem "problemas de ’performance’", tendo em conta os 188 lugares para uma ocupação média dos voos da companhia que ronda os 100 passageiros.

"Vai ser devolvido. O contrato termina a 30 de março, no seu percurso normal vai regressar à sua base", disse a administradora.

A partir da próxima semana, Sara Pires admite que a aeronave fornecida pela TAAG já possa ser utilizada nas ligações a Portugal: "Ainda há determinados trâmites que têm de ser cumpridos. Acredito que na próxima semana já vamos estar em condições de iniciar a operação com o avião".

A TACV foi privatizada em 2019, com a venda de 51% do capital social a investidores islandeses, e renacionalizada em julho de 2021 por decisão do Governo, na sequência da pandemia de covid-19.

Na segunda-feira, durante a visita de Estado que está a realizar a Cabo Verde, o Presidente de Angola defendeu, na Praia, a criação de uma ’joint-venture’ entre as companhias aéreas de bandeira de Angola e Cabo Verde para aproveitar as capacidades de cada país.

"Pensamos ir mais longe, constituir uma ’joint-venture’ entre a TAAG e a TACV para, com aeronaves da TAAG, e tendo como base a cidade da Praia ou a cidade do Sal - este detalhe passou-me, o que é importante é que a base será Cabo Verde -, a partir daqui, operarmos para várias capitais da região da África ocidental, conhecida como CEDEAO, e também dar continuidade não só para a Europa, como para os Estados Unidos da América", afirmou João Lourenço.

Sara Pires antevê "uma grande cooperação" entre as duas companhias, mas para já ainda não avança a forma de efetivar esta parceria: "O desafio que nos foi lançado é algo que ainda não está discutido, termos de ver como pode ser materializado".

"O senhor Presidente da República de Angola foi muito incisivo nos passos seguintes que as duas companhias deverão dar. Nós estamos abertos a essas possibilidades e estaremos a trabalhar para que, num futuro bem próximo, possam acontecer novas relações de parceria entre as duas companhias", concluiu a administradora da TACV.

A Semana com Lusa

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