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Presidenciais 2021: João Santos analisa tempo de mudança com escolha de gente moralmente comprometida e competente 12 Julho 2021

Num post que publicou na sua página de Facebook, João Santos, criminalista de profissão, defende que Cabo Verde está em tempo de mudança, ao analisar a escolha do próximo Presidente da República, com foco na maturidade da nossa democracia e no carácter de quem apoia uns e outros e porquê. «O mero linguajar em defesa da democracia, liberdade, patriotismo e outras banalidades expressivas, que não passam disso mesmo, BANALIDADES, ‘flatus vocis’, não pode continuar a fazer escola em Cabo Verde, acriticamente. Em suma, lamentavelmente, as grandes RESILIÊNCIAS que nos caracterizam são a IGNORÂNCIA e DESCONHECIMENTO da SORTE a que o nosso país está votado, por uns/maioritários, e, por outros/minoritários, enquanto potenciais predadores, sempre que para a escolha de um ou outro tipo de personalidade dirigente, são chamados», sublinha. Santos, que é também conhecido como um dos analistas da vida política nacional, advoga que Cabo Verde precisa hoje, amanhã e sempre, mais do que gente tecnicamente competente, «de gente moralmente comprometida e competente». Leia o post referido, que publicamos a seguir.

Presidenciais 2021: João Santos analisa tempo de mudança com escolha de gente  moralmente comprometida e competente

TEMPO DE MUDANÇA!

Não gosto de falar nesses termos, mas não me contenho.

A escolha do futuro Presidente da República do nosso país revelará, essencialmente, duas coisas:

  • - a maturidade da nossa democracia, ou seja, saber se quem vota - o povo -, sabe o que verdadeiramente se passa no nosso país, seus reais problemas, seus protagonistas e, particularmente, como esses mesmos problemas têm sido tratados/destratados, ou, ainda, se a FRAUDE moral e a DESCONSIDERAÇÃO pelos VALORES sociais não ganharam, entre nós, foros de indiferença em relação à importância das nossas principais instituições políticas, sua representação, muito na lógica do "agora é nha bez", a ponto de conscientemente se determinar, a favor deste ou daqueloutro, o sentido do seu voto.
  • - e, depois, porque sobremaneira importante, evidencia o verdadeiro CARÁCTER de quem apoia UNS e OUTROS, e porquê.

O mero linguajar em defesa da democracia, liberdade, patriotismo e outras banalidades expressivas, que não passam disso mesmo, BANALIDADES, flatus vocis, não pode continuar a fazer escola em Cabo Verde, acriticamente.

Em suma, lamentavelmente, as grandes RESILIÊNCIAS que nos caracterizam são a IGNORÂNCIA e DESCONHECIMENTO da SORTE a que o nosso país está votado, por uns/maioritàrios, e, por outros/minoritários, enquanto potenciais predadores, sempre que para a escolha de um ou outro tipo de personalidade dirigente, são chamados.

Cabo Verde precisa, hoje, amanhã e sempre, mais do que de gente tecnicamente competente, de gente moralmente comprometida e competente.

Este o fundamento que me move, muito seriamente, quando olho para o futuro do meu país e da importância do seu acautelamento, para melhor.

O exemplo, para além de vir de cima, tem que ser GENUÍNO e, necessáriamente, a FAVOR de Cabo Verde, suas instituições democráticas, mas, muito em especial, dos cabo-verdianos, daqueles que mais sofrem, dos que também têm necessárias e legítimas expectativas, e, são gente, não de papel e de alarde demagógico, mas de carne e osso, e que, mais do que a capacidade resiliente para a sobrevivência, precisa viver, ainda que com a DIGNIDADE mínima, mas DECENTE.

João Santos

(Post publicado na sua página de facebook)

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