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TV sul-coreana usa clichés para países na Parada das Nações — Ucrânia-Chernobyl foi o mais ignóbil 05 Agosto 2021

A descrição de cada um era acompanhada de uma imagem que — na perspetiva dos produtores televisivos sul-coreanos — melhor descreveria o país. Para uns foram sobretudo clichés, inimaginativos pois e sem mais. Mas a seleção ucraniana foi retratada com imagens de Chernobyl, de má memória, e aí houve reação. A Coreia do Sul pediu desculpa. Será que a retractação chega para apagar o retrato disfémico?

TV sul-coreana usa clichés para países na Parada das Nações  — Ucrânia-Chernobyl foi o mais ignóbil

Um recorte no tempo e eis um poster. Mas que recorte?! A explosão nuclear que em 1986 arrasou uma cidade, Chernobyl — cujo nome lhe vem da erva aromática artemísia (a losna, pois!).

A vez da Itália foi assinalada com a simbólica pizza, a do Haiti com um levantamento popular. A emissora televisiva MBC usou e abusou dos clichés. A Noruega teve um salmão. A Ucrânia a má memória do pior desastre nuclear, em abril de 1986.

A MBC diante das críticas emitiu um pedido de desculpa: "Lamentamos ter usado imagens e descrições impróprias para apresentar algumas delegações. Pedimos desculpa aos países afetados, incluindo a Ucrânia e os nossos telespectadores".

Inflacionou cem vezes (para mais de 500 milhões) a população da Irlanda que ainda não atingiu os cinco milhões (4.996.374), além de descrever a República Irlandesa como a pátria do uísque e da cerveja. Um retrato em que a República não se revê, mas do qual decerto não quer fazer correr mais tinta.

Outros clichés de retratos inoportunos. A Síria foi descrita como o país com uma "guerra civil que decorre há dez anos". As Ilhas Marshall são "um antigo sítio de testes nucleares dos Estados Unidos".

A Roménia é associada ao Drácula.

O país-anfitrião, com o qual a República está fria, todavia é representado como a pátria da maior superestrela global, Naomi Osaka (foto).

Fontes: Le Monde/NY Times/Times of Japan. Fotos (Reuters): A maior superestrela global, Naomi Osaka, levou a tocha para acender o caldeirão olímpico.

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