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Caso da gruta de Tailândia: Todos salvos ao 18º dia – Miúdos em quarentena ansiosos por encontrar pais estão bem de saúde, diz hospital 10 Julho 2018

Os últimos quatro de doze miúdos e o treinador estão já fora da gruta de Tham Luang, no terceiro dia da operação de resgate que o mundo acompanhou em direto.

Caso da gruta de Tailândia: Todos salvos ao 18º dia – Miúdos em quarentena ansiosos por encontrar pais estão bem de saúde, diz hospital

Às dezoito horas locais (dez horas em Cabo Verde), foi dada por concluída com sucesso a operação de resgate. Os últimos quatro dum total de doze rapazes e o treinador da equipa de futebol juvenil "Wild Boars"(Javalis), encurralados numa gruta desde 23 de junho, tinham sido resgatados esta terça-feira,10, como as autoridades tailandesas confirmaram.

A busca pelos treze membros da equipa de futebol juvenil desaparecidos a 23 de junho numa gruta do maciço montanhoso de Tham Luang, no norte tailandês, começou por ser uma tarefa local. Mas rapidamente envolveu especialistas vindos de várias partes do mundo, com a consequente cobertura mediática global.

Ao nono dia, 2 deste mês, os doze rapazes, com idades entre os 11 e os 16 anos, e o seu treinador, de 25 anos avistaram os primeiros socorristas. Dois mergulhadores-espeleólogos britânicos tinham chegado à gruta situada a quatro quilómetros da entrada (ver ilustração) e entre 800 a mil metros abaixo da superfície do maciço montanhoso Tham Luang-Khun Nam Nang Non.

Os socorristas entraram numa corrida contra-relógio: "Pensávamos que eles podiam aguentar mais tempo, agora sabemos que não", disse na sexta-feira, 6, o comandante Apakorn Yookongkaew, responsável da Marinha quando desmentiu notícias de que as operações estariam suspensas depois da morte na noite de quinta para sexta do mergulhador Saman, que ficou sem oxigénio após abastecer os treze membros da equipa de futebol.


Em quarentena, mas o quadro geral é bom

A direção do hospital na província de Chiang Rai informou, esta terça-feira, que dois rapazes apresentam uma possível infeção pulmonar”. A histoplasmose, popularizada como doença das cavernas, é uma infeção causada por inalação de esporos do fungo encontrado nos excrementos deixados por morcegos e pássaros.

No domingo os quatro primeiros apresentavam temperatura corporal abaixo dos mínimos, mas recuperaram bem porque “são atletas e estão em forma”, segundo as fontes do hospital.

Os familiares de quatro dos miúdos falaram com eles ao telefone mas ainda só puderam vê-los ao longe, separados por uma parede de vidro. Aguardam autorização médica para entrar em contacto com os miúdos.

O risco de infeção tem de ser afastado, antes de a equipa médica autorizar visitas. A previsão é que o período de ’quarentena’ irá durar sete dias.


Mergulhadores a enfrentar a missão mais difícil: «Todos continuámos porque podiam ser os nossos filhos»

“Esta foi a missão mais difícil que tivemos”, contou o mergulhador Narongsuk Keasub à CNN. A escuridão era tal que “só conseguimos ver as nossas mãos” através das lanternas frontais. “As pedras cortam como lâminas”. “As passagens são estreitíssimas”, continuou.

«Todos continuámos porque podiam ser os nossos filhos», considerou o mergulhador. Na noite de quinta para sexta-feira, 6, um deles, o oficial Saman Kunan, de 37 anos, tinha morrido, devido à falha no tubo de oxigénio. Segundo o Bangkok Post, "Sua Majestade o Rei deu instruções para que o 1º Oficial Saman seja dignificado com um funeral de Estado. O Estado também irá cuidar dos seus filhos órfãos".

A operação de resgate que decorreu em três dias foi explicada por essa fonte da CNN. Primeiro fizeram-nos vestir um fato de mergulho completo e colocar as máscaras faciais. Estas de acordo com o protocolo, só lhes foram retiradas pela equipa médica que os aguardava no exterior.

Os miúdos, ultrapassada já a avaliação feita na ‘câmara 3’, foram transportados em macas pelo percurso até ao hospital no exterior. Seguiu-se a viagem de helicóptero até ao hospital regional.


Fontes: Televisões: TVI, BBC, CNN/ Bangkok Post. A ilustração (BBC, a partir das fontes—universidade tailandesa e FFS) mostra: 1. No interior da montanha, a gruta onde o grupo foi encontrado pelos dois mergulhadores britânicos ao fim de onze dias. 2. Partes do percurso de 4 km tão estreitas que para passarem têm de retirar o equipamento. 3. Relevo em partes do percurso requer equipamento de escalada completo. 4. A azul, as áreas inundadas na gruta que constituem o risco maior desta operação. 5. A“câmara 3” que é a base da equipa de mergulhadores, com equipamentos, equipa médica e local de descanso para os salvados. 6. Entrada do complexo de Tham Luang, fim do percurso de retirada.

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