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Pequim apela à paz e avisa: "Zaporíjia pode ser pior que Fukushima" — Taipei em "guerra simétrica" exercita contra invasão chinesa 12 Agosto 2022

É notícia esta sexta-feira o aviso, além da exortação à paz e papel crucial da IAEA, que o representante nas Nações Unidas, Zhang Jun, fez no Conselho de Segurança sobre o perigo de uma explosão nuclear na planta ucraniana de Zaporizhia/Zaporíjia. Em Taiwan são os exercícios de artilharia que envolvem "largas centenas de militares" desde há uma semana, segundo afirma o Exército da República sediada em Taipei. A China está, pois, no centro da atualidade em dois pontos quentes.

O aviso da China que se diz neutra — mas que neste conflito Ocidente -Leste tende a pender para a Rússia — surge quase seis meses depois duma guerra que até 24-2 era impensável na Europa.

"A instalação nuclear de Zaporíjia é uma das maiores da Europa. Se ocorrer um acidente nuclear pode ser pior que o de Fukushima em 2011" e "a China não quer ver a repetição desse perigo", afirmou o chefe da missão chinesa Zhang Jun no encontro de ontem em Nova Iorque, sede da ONU.

A reunião foi convocada pela Rússia, que disse estar "apreensiva" com "a falta de segurança nas instalações nucleares da Ucrânia".

A missão chinesa afirmou que "é urgente as duas partes usarem de moderação, prudência e evitar toda e qualquer atuação que ponha em causa a segurança das instalações nucleares".

Nesse sentido, a China afirma apoiar a atribuição de um "papel ativo" à IAEA-Agência Internacional da Energia Atomic y (IAEA) para promover a "segurança das instalações nucleares.

Além disso, apelou tanto à Rússia como à Ucrânia para darem acesso, sem qualquer obstáculo, à equipa da IAEA que está a chegar a Zaporizhia/Zaporíjia.

Zhang Jun enfatizou ainda que ao fim de cinco meses de guerra "já é evidente que as partes têm de assinar a paz", porque "a guerra cria perigos nas instalações nucleares que só podem ser totalmente eliminados com a paz nesta etapa", evitando o avançar do conflito.


E nós por cá.
Os efeitos desta guerra que até 24-2 era impensável na Europa avançam para mais longe, chegam a este país africano onde sentimos os seus efeitos todos os dias, em cada compra, da comida à gasolina.

E há indicadores de que a guerra vai continuar até não se sabe quando, que "a diplomacia não está a ser atuante".


Hostilidade da China ante Taiwan escala e atinge Japão

A simulação de exercícios militares — visando repelir as forças militares chinesas para fora do espaço aéreo e marítmo taiwanês — acontece todos os anos por esta altura, como parte da defesa da soberania nacional da Taiwan sob permanente ameaça de invasão chinesa.

A simulação repete-se de ano para ano, como uma orquestra bem ensaiada com os caças a descolar assim que os aviões chineses se aproximam da "linha mediana" equidistante das duas margens do Estreito de Taiwan.

Mas este ano — dado o exemplo da Rússia que violou as leis ao invadir o território soberano da Ucrânia" — reveste-se de maior solenidade esta simulação de exercícios militares taiwaneses, como os da terça-feira 7, que envolvem canhões de artilharia no sul da Républica-ilha, ou a bordo do navio da Marinha inspecionado pela presidente Tsai Ing-Wen dias antes, em 26 de julho (fotos).

Dois factos novos aconteceram.

"Atos de provocação"

Por um lado, é a Rússia de Putin aliado de Xi que em 24 de fevereiro realiza o impensável na véspera: "em violação das do direito internacional, invadiu o território soberano da Ucrânia".

Por outro lado, é a visita de alto-perfil a Taiwan por Nancy Pelosi, presidente do poder legislativo, tida pela China como "provocação". De "provocação" falou também Washington ao embaixador Qin Gang convocado à Casa Branca, que protestou contra a "provocação" do exército chinês que, em resposta à provocatória entrevista entre Pelosi e Kishida em Tóquio, fez mais uma demonstração no Estreito de Taiwan na sexta-feira 5.

A número-dois na linha sucessória presidencial dos Estados Unidos — a cavar ainda mais fundo a (invisível mas poderosa) separação Ocidente e Leste — dividiu as posições quer em casa quer além-fronteiras.

A presidente da Câmara dos Representantes esteve em Taiwan entre a noite de terça 2 e quarta-feira, mas também em Seúl, entre a noite de quarta e quinta-feira onde visitou a DMZ-Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, a Coreia do Norte com armas nucleares e a do Sul desprovida.

Perante as manobras militares que Pequim tem em curso na região Ásia-Pacífico, a segunda na linha sucessória de Biden em conferência de imprensa, em Tóquio na sexta-feira, afirmou que "não é o governo chinês que faz a nossa agenda de viagem. Eles não vão isolar Taiwan proibindo-nos de a visitar".

Fontes: AP/Japan Times/Washington Post/Le Figaro/Xinhua.cn/... Relacionado: China avisa: Viagem de Nancy Pelosi a Taiwan terá "possível resposta militar", 24.jul.022; China-EUA: Nancy Pelosi está em Taiwan e China anuncia "ações militares", 03.ago.022; 78º ano de Hiroxima: PM Kishida apela à total desnuclearização do mundo, 31.jul.022. Fotos: Os exercícios em terra, mar e ar correspondem a respostas que Taiwan classifica como "guerra simétrica". Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Representantes em visitas divisivas aos aliados anti-China na região Ásia-Pacífico: com Kishida, na celebração do 77º ano de Hiroxima.

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