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Taiwan abre-se a refugiados de Hong Kong — Antipatia pela China em comum 01 Julho 2020

Taiwan inaugurou na capital, Taipei, o escritório de apoio aos refugiados de Hong Kong, no 23º aniversário da reversão da antiga colónia britânica para a China. A iniciativa acontece após Pequim ter imposto as novas leis de segurança nacional que Hong Kong considera "anti-democráticas, contra a liberdade" na contramão das salvaguardas no tratado da reversão de 1.7.1997.

Taiwan abre-se a refugiados de Hong Kong — Antipatia pela China em comum

O ministro da Administração Interna de Taiwan, Chen Ming-Tong (foto), disse que o governo está determinado a ajudar os residentes em Hong Kong que queiram sair do território onde Pequim impôs a mão férrea.

A declaração foi proferida durante o ato inaugural do escritório de apoio aos refugiados de Hong Kong, uma infraestrutura localizada no centro de Taipei, com "mais de duas dezenas de funcionários" que vão acolher os recém-chegados e "ajudá-los no seu processo de legalização" como imigrantes.

A iniciativa, na capital taiwanesa, visa acolher os residentes da região especial oferecendo-lhes toda a logística — incluindo condições de alojamento. Taiwan quer ser "o porto seguro dos vizinhos oprimidos por Pequim", que impôs em nome da segurança nacional medidas legais que tanto Hong Kong como Taiwan consideram anti-democráticas, contra a liberdade.

As novas leis, que entram em vigor hoje, preveem a condenação à prisão perpétua por crimes como a "secessão, subversão, terrorismo e colusão com forças estrangeiras".

Taiwan e Hong Kong estão unidos pela mesma antipatia em relação a Pequim. Correspondida na mesma proporção, a hostilidade do governo chinês contra Taiwan agudizou-se em janeiro com a reeleição de Tsai Ying-Wen, como presidente da República. O sinal de que a ilha-república está cada vez mais longe da China.

Refugiados preferem Ocidente

A presidente taiwanesa, Tsai Ing-Wen, em maio foi a primeira líder de governo a defender medidas para ajudar os residentes de Hong Kong que queiram deixar o território.

Ao longo do último ano, desde que começaram os protestos contra as novas leis de Pequim em Hong-Kong, mais de duzentos hongkonguenses exilaram-se no país vizinho.

Mas quem são os novos hongkonguenses que estão a aceitar a hospitalidade de Taiwan? Segundo fontes diplomáticas, citadas pelas fontes de referência, apenas os mais radicais bem como os residentes menos bem-sucedidos de Hong-Kong trocarão a cidade-Estado por Taiwan. Outros oponentes ao regime chinês vão preferir outros destinos: Canadá, Grã-Bretanha, Estados Unidos.

Segundo as mesmas fontes, os quadros hongkonguenses são bem-vindos também no Japão. A prova: as mensagens das autoridade nipónicas que embora à cautela se mostram abertos a acolher refugiados de Hong-Kong.

China "corta a mão negra de Taiwan"

Na tarde de terça-feira, o ministro chinês das Relações China-Taiwan repetiu o que em várias ocasiões o executivo em Pequim tem expressado: a sua intenção de que as novas medidas legais visam precisamente "cortar a mão negra de Taiwan", que acusa de interferir na região especial.

Horas depois da inauguração do centro para refugiados, Pequim hoje de manhã (meio-dia local, menos 12 horas em Cabo Verde) emitiu um comunicado, em que reprova a interferência de Taiwan nos assuntos internos da China.

Fontes: Japan Times/BBC

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