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Teledramaturgo Gilberto Braga de "Escrava Isaura" morre aos 75 anos 27 Outubro 2021

Considerado um dos nomes maiores da televisão brasileira, Gilberto Braga assinou as telenovelas "Escrava Isaura", "Dona Xepa", "Vale Tudo", "Celebridade","Dancin’ Days". Na noite de terça-feira morreu aos 75 anos, vítima de uma septicemia.

Teledramaturgo Gilberto Braga  de

Ao G1, o sobrinho do autor, Bernardo Araújo, explicou como foi a hospitalização de Gilberto Braga. "Ele vinha há alguns anos com vários problemas de saúde, passou por uma cirurgia na coluna, uma no coração e uma hidrocefalia, já vinha apresentando dificuldades para andar". |

Hospitalizado na semana passada "já bem mal", foi constatada a perfuração no esófago que causou a fatal septicemia (infeção generalizada).

O legado de Braga inclui dezenas de telenovelas de sucesso, uma das quais resultou na sua internacionalização: Paraíso Tropical (2007) — que em 2008 venceu o Emmy Internacional de Melhor Telenovela.

Segundo o jornalista e empresário Bruno Chateaubriand, o legado de Braga vai além, como revelou na manhã desta 4ªfª 27, sobre o casamento homo de 48 anos com Edgar Moura Brasil, oficializado em 2014. O casal, escreve Chateaubriand, "abriu portas para que casais homoafetivos vivessem a sua vida no Brasil", que é recordista mundial em mortes de LGBTQIAs.

Escravatura romanceada

O teledramaturgo Gilberto Braga ficou conhecido e famoso neste Atlântico Médio pela adaptação à televisão de Escrava Isaura, em 1976, do romance homónimo escrito um século antes.

O autor Bernardo Guimarães também ganhara fama em 1875 com o seu romance Escrava Isaura. A recepção da obra foi entusiasta nesse contexto brasileiro de debate da questão esclavagista. A libertação estava em cima da mesa e viria com a assinatura da Lei Áurea 1888.

Mais de vinte anos antes em Cabo Verde, a história do escravo João prendia leitores entre os anos de 1855-1856. Eles e elas deliciavam-se, nestas ilhas, com os folhetins semanais sob o título O Escravo de José Evaristo de Almeida, que viria a ter a primeira publicação cuidada em livro em maio de 1988.

João, o escravo, protegido desde pequenino pela sua "senhora, a mulata Maria", da mesma idade, filha dum sargento-mor nascido em Santo Antão.

O Escravo romanceava pela primeira vez a vivência criola. Em livro, estavam locais à volta da cidade da Praia que os capitalinos conheciam: Monte Garro, Monte Vermelho... Era possível a identificação antropossomática com as personagens Maria, João, Luísa (Luiza)...

E ainda tínhamos dentro da história a História do levantamento de 1836. Extraordinário ainda é que o romance cabo-verdiano surgiu antes da publicação nos Estados Unidos do livro "A Cabana do Pai Tomás/Uncle Thomas Cabin" em 1856. A mensagem do romance abolicionista, de Harrriet Stowe-Bechett, segundo afirmou o presidente Lincoln à autora foi decisiva para fazer avançar a causa abolicionista, que teve de passar pela Guerra da Secessão.

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