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Têm 15 anos, votam hoje nas legislativas da Somalilândia 01 Junho 2021

O país de trinta anos, onde 70 por cento dos somalilandeses têm menos de trinta, fez história principalmente devido ao seu eleitorado: é o mais jovem do planeta, vota com quinze anos. As eleições legislativas de domingo,30, aconteceram, porém, com um atraso de mais de dez anos.

Têm 15 anos, votam hoje nas legislativas da Somalilândia

Yasmin, 15 anos, diz à reportagem da BBC: "Estou ansiosa por votar. Agora sinto-me mesmo uma adulta, com direito à minha parte do meu país".

A Somalilândia celebrou neste 18 de maio a sua independência ante a Somália. Embora sem o reconhecimento das Nações Unidas, os cinco milhões de habitantes acreditam que o seu Estado-nação "funciona": tem governo eleito, exército, passaporte, moeda e bandeira próprios.

"A Somalilândia pode vir a ser o único país no Corno de África a ter uma eleição realmente democrática este ano", segundo o politólogo britânico Mark Bradbury, do Rift Valley Institute.

Pelo mesmo diapasão afina um líder do partido no poder: "Não encontro palavras para expressar o quanto estas eleições são importantes. Vamos ser o sol brilhante do Corno de África, se estas eleições correrem bem", afirma Ahmed Dheere, o vice-presidente do Kulmiye.

Colisão antidemocrática

Apesar da reivindicação da democracia eleitoral, o país sofre com o nepotismo tribal —a sucessão dinástica de pai para filho —, os atrasos no calendário eleitoral (sem eleições há dez anos), a censura e opressão à liberdade de imprensa.

A Casa dos Anciãos, a Guurti, formada por membros mais idosos dos clãs mais importantes, padece dessa mentalidade dinástica que impede a renovação democrática.

"As mesmas pessoas estão no poder desde sempre, quando o mais velho morre é substituído pelo filho. Isto não é democrático", aponta o líder da oposição Hersi Ali Haji Hassan, do partido Waddani.

Mas com todas as suas limitações, "a Somalilândia está a milhões de quilómetros da Somália que continua a insistir que somos parte do seu território. Eles que nem sequer conseguem realizar umas eleições, mesmo se indiretas!", compara o estudante universitário Abdi Ahmed.

Fontes: BBC/DW.

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