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Tempestade perfeita deixa antever mais descidas de rating em África - Oxford Economics 11 Outubro 2022

A consultora Oxford Economics disse hoje que os países da África subsaariana estão a enfrentar uma ’tempestade perfeita’, com várias crises simultâneas, que poderá levar a mais descidas de ’rating’ por parte das agências de notação financeira.

Tempestade perfeita deixa antever mais descidas de rating em África - Oxford Economics

"Se tivéssemos de imaginar uma mistura explosiva de desenvolvimentos para garantir a deterioração da qualidade do crédito de um país, isso iria incluir uma métrica enfraquecida da dívida no seguimento de um choque sem precedentes, em conjunto com pressões na despesa devido a problemas socioeconómicos e pressões na balança de pagamentos devido aos elevados custos de importação, e depois juntávamos isso com um abrandamento da procura externa e pressões na balança de pagamentos devido ao aumento do custo do endividamento", escrevem os analistas da África subsaariana.

"De forma bastante triste, os países africanos estão a passar por tudo isto", acrescenta-se no comentário à evolução das economias da região, que apresenta os casos recentes de descidas no ’rating’ do Gana e da Tunísia para acrescentar que "sem dúvida que não serão os últimos".

A Moody’s seguiu o exemplo de outras agências de rating e desceu a opinião sobre a qualidade do crédito soberano do Gana no final de setembro, que passou de Caa1 para Caa2, com um aviso de que poderia haver mais descidas a médio prazo.

A Tunísia também viu o seu ’rating’ ser descido pela Moody’s na semana passada, para Caa1, nas vésperas de um encontro entre as autoridades tunisinas e o Fundo Monetário Internacional, que assume um papel cada vez mais relevante na recuperação das economias africanas.

"A tempestade perfeita está a formar-se: défices da balança corrente a aumentarem, pagamentos de dívida a chegarem e perda de acesso aos mercados convencionais de dívida são ingredientes fundamentais para uma dívida perigosa", alertam os analistas.

A possibilidade de uma reestruturação da dívida dos países mais afetados "está a tornar-se um assunto cada vez mais premente para os governos que tentam conter as pressões das balanças de pagamento e evitar o descontentamento popular", acrescentam, concluindo que "a janela de oportunidade está a começar a fechar-se, já que os países estão também a passar por uma deterioração das condições comerciais, perspetivas mais fracas de apoio comercial e uma subida dos custos de acesso aos mercados internacionais".

A Semana com Lusa

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