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Tiangong, satélite da estação espacial da RP China pode cair de hoje até 4 de abril — Onde? Incógnita 31 Mar�o 2018

"Palácio do Céu" é Tiangong em mandarim, a designação dada à Estação Espacial que a RP China pôs em órbita em 2011 e a que perdeu o controlo em 2016 e que pode cair de hoje até quinta-feira, na Terra, ao certo não se sabe onde. Mas as previsões apontam o Atlântico e a única boa notícia é que cairá desintegrada.

Tiangong, satélite da estação espacial da RP China pode cair de hoje até 4 de abril — Onde? Incógnita

O satélite que forma a Estação Espacial, que a China lançou em setembro de 2011 na sua primeira experiência de laboratório aeroespacial, tem o tamanho (11 m por 3,5 m) de um autocarro dos que circulam entre nós. Composta por partes de grande dimensão, estas, segundo os peritos, desintegrar-se-ão ao entrar em contacto com a atmosfera da Terra.

Onde cairão então essas pequenas partes componentes do Tiangong-1 é a incógnita. E a ’Aerospace Corporation’, uma organização financiada pelo governo dos EUA, tem estado a procurar resolvê-la desde 2016.

O prognóstico é que, pouco antes ou pouco depois desta Páscoa, o Tiangong-1 irá cair entre as latitudes 34 norte e 34 sul. Muito grande a área da previsão... Melhor é acreditar que vai cair no oceano, longe, onde não há ninguém.

O que sobe desce

É a lei da Física e desde que se iniciou a conquista espacial peças de foguetes, satélites obsoletos e outros pedaços de sucata resultantes de lançamentos para o espaço têm voltado para a Terra.

A maior estrutura que até hoje desceu através da atmosfera: a Estação Espacial MIR, com mais de cem toneladas (10 vezes mais pesada que o Tiangong) lançada pela Rússia, e que fez uma descida controlada até mergulhar no Pacífico em março de 2001.

Possibilidade de eu ser atingida é...

"Oficialmente, não há motivo para preocupação. Estima-se que a probabilidade de ser atingido por detritos caídos do espaço é de uma num bilião", escreve a Euronews neste sábado, 31.

Descartada a preocupação com acidentes, "a comunidade cientifica reconhece que existe um problema de lixo espacial" decorrente dumas "seis mil reentradas descontroladas de satélites e outros aparelhos, refere a Euronews. O primeiro lixo espacial acompanha o primeiro satélite, o Sputnik de 1957, e desde então "foram encontrados cerca de 70 pedaços de lixo espacial".

’RemoveDEBRIS’ é a designação do satélite-aspirador a ser lançado até este setembro, a fim de remover o lixo do espaço. Este projeto, ainda em curso para resolver o atual problema de remoção dos resíduos de satélites, vai a par de outros que desenvolvem soluções para fabricar componentes que se autodestruirão antes da reentrada na Terra.

Fontes: NBC /space.com/Euronews

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