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Timor-Leste: Primeiro-ministro frisa a “persistência de problema de emprego” 01 Dezembro 2020

Primeiro-ministro Taur Matan Ruak admitiu hoje, que Timor-Leste continua a viver com um “persistente problema de emprego” e não consegue criar empregos suficientes no setor formal para responder à crescente mão-de-obra jovem disponível.

Timor-Leste: Primeiro-ministro frisa a “persistência de problema de emprego”

Ressaltou a Lusa, que Taur Matan Ruak disse que o país precisa de “empregos e de empregos que sejam sustentáveis” para a subsistência dos cidadãos, notando que, por isso, a proposta do OGE inclui várias políticas que não só procurarão melhorar o ambiente económico, mas fortaleceram setores como agricultra e turismo, apostando em paralelo na formação profissional.

“Todos os anos mais de 30.000 timorenses atingem a idade ativa, mas apenas estão a ser criados 4.000 novos postos de trabalho no setor formal”, afirmou num discurso no arranque do debate na generalidade do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2021.

Oficialmente, o Governo mantém o objetivo de criar 60 mil empregos no próximo ano, medida que o executivo tem vindo a promover desde a sua tomada de posse, em 2018, mas que nunca alcançou.

“As insuficientes oportunidades de ensino pós-secundário e um mercado de trabalho formal pequeno estão a obrigar a maioria da nossa população a prosseguir os seus meios de subsistência através da agricultura de subsistência, das microempresas e do trabalho não qualificado”, considerou.

Aliás, no parecer de análise do OGE 2021, os deputados da Comissão de Finanças Públicas do Parlamento Nacional consideram mesmo que “ao assumir o objetivo tão ousado de gerar novos 60.000 empregos no próximo ano, o Governo parece estar algo alheado da realidade”.

“Um grande constrangimento de desenvolvimento que enfrentamos para criar emprego é a falta de competências técnicas e empresariais entre os jovens. As suas competências serão essenciais para impulsionar uma economia estável e diversificada, que crie empregos dignos no setor privado”, disse.

Uma situação particular agravada, notam os deputados, tendo em conta o “elevado grau de incerteza quanto às reais consequências sociais e económicas da pandemia da covid-19 e do comportamento futuro da procura e da oferta global.

“Acreditamos que podemos alcançar ganhos de produtividade e criação de emprego com outras políticas que apoiam o desenvolvimento de setores produtivos”, afirmou.

É de recordar, que além do emprego, a estratégia do Governo para 2021 procura combater a pobreza, beneficiando de uma recuperação económica “mais rápida do que o esperado”, mas tendo em conta a possibilidade de que “algumas das distorções económicas persistam mesmo depois do fim da recessão”.

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