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Tokyo’20: 1 ano entre factos e especulação sobre 32ª Olimpíada 06 Fevereiro 2021

Os Jogos Olímpicos realizar-se-ão de 23 de julho a 8 de agosto deste ano, disse o presidente do COI, Thomas Bach, na quinta-feira, 04, ao fim de três dias turbulentos em que se pede a demissão do presidente da comissão organizadora, Yoshiro Mori. Desde a terça-feira, 2, que não só no Japão cresce a onda de indignação ante os comentários de Mori sobre o motivo para não cumprir a quota de 40% de mulheres nos órgãos diretivos da organização do Tokyo’20, alegando que "as mulheres falam de mais".

Tokyo’20: 1 ano entre factos e especulação sobre 32ª Olimpíada

Uma crescente onda anti-sexista, no país e no estrangeiro, pede a demissão do político conservador Mori que desde 2014 preside a Comissão Organizadora do Tokyo’20.

Na reunião sobre como cumprir o objetivo de atingir a quota de 40% de mulheres na Comissão Organizadora do Tokyo’20, Mori opôs-se e alegou que "nos conselhos com muitas mulheres, as reuniões são longas", porque "as mulheres têm um sentido de competição muito forte. Assim que alguém levanta o braço, elas sentem que têm de falar também. E é assim que todas tomam a palavra".

No dia seguinte, dada a repercussão dos seus comentários classificados de sexistas, Mori pediu desculpas. Mas garantiu que não se ia demitir.

A sua posição de manter-se no cargo foi esta quinta-feira reforçada pelo presidente do COI, o alemão Thomas Bach.

Governadora de Tóquio lamenta

Esta sexta-feira, 5, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, pronunciou-se no quarto dia da turbulência provocada pelos comentários do presidente da Comissão Organizadora do maior evento programado para a capital japonesa neste milénio.

Yuriko Koike, que dias antes, em 21 de janeiro, tinha desmentido uma notícia do londrino The Times sobre o cancelamento dos Jogos, voltou hoje (sexta-feira, 5) ao tema agora assombrado pelo escândalo sexista.

"A missão da Área Metropolitana (de Tóquio) e dos organizadores, que é a de preparar tudo para que os Jogos decorram na máxima segurança, estão agora a enfrentar um grande problema", disse Koike.


Entre adiar e cancelar

Em março último perante o facto inexorável da pandemia, os organizadores da Tokyo’20 anunciaram que "em nome do sonho de mais de 11 mil atletas inscritos", a trigésima-segunda Olimpíada era reagendada para 23 de julho a 8 de agosto de 2021 (Tokyo’20: COI e Japão de acordo em adiar 32ª Olimpíada — "JO no máximo até ao verão 2021", 25.mar.020; Tokyo’20: COI admite adiar Olimpíadas e "não cancelar o sonho" de 11 mil atletas, 24.mar.020).

Na sexta-feira, como a incerteza a pairar sobre os ’JO 2020’, em julho próximo, Katsunobu Kato, porta-voz do governo — ciente de que são menos de 30 por cento os japoneses que apoiam o evento, segundo a sondagem mais recente — pronciou-se com uma crítica a "essas palavras que nunca deviam ter sido ditas".

O porta-voz entende, no entanto, que o governo dá por encerrado o caso assim como o fez o COI. Por isso, fez um apelo para que "os Jogos se realizem com o entendimento e a cooperação entre todos, no Japão e no mundo".

A ponderação entre saúde pública e objetivos políticos da Olimpíada leva quase 80 por cento da população a defender que o Tokyo’20 em 2021 não se realize.

Fontes: Japan Times/DW.de. Fotos: O presidente dos ’JO 2020’, Yoshiro Mori, que foi primeiro-ministro (2001-02).

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