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Tokyo’21: COI expulsa treinadores de Kristina Timanovskaya — "A avó disse-me que eu corria perigo, depois do que a TV noticiou" 07 Agosto 2021

O COI-Comité Olímpico Internacional confirmou que os técnicos bielorrussos Artur Shimak e Yury Maisevich perderam as suas acreditações e deixaram já a Aldeia Olímpica. A investigação ao escândalo do voo forçado da atleta bielorrussa — muito mediatizado ao longo desta semana — está em curso.

Tokyo’21: COI expulsa treinadores de Kristina Timanovskaya —

O caso da atleta Kristina Timanovskaya — que recusou o voo forçado de regresso à Bielorrússia — volta a ter novo desenvolvimento, com a expulsão dos dois treinadores.

A sprinter está desde quarta-feira, 4, na Polónia que lhe concedeu um visto humanitário.

Entretanto vão surgindo mais detalhes sobre a sua decisão de não voltar à Bielorrússia/Belarus.

"A minha avó disse-me que eu corria perigo, depois do que a TV noticiou". Ouvida pela agência Reuters, Kristina Timanovskaya relatou que a avó a avisou que havia muita gente contra a atleta após verem as notícias na televisão pública.

A participação nos Jogos Olímpicos é um assunto da mais alta importância na Bielorrússia. A prová-lo está o facto de que, desde a independência, a comissão nacional é presidida pelo presidente da República, que só recentemente delegou ... no próprio filho.

Desobediência ao Comité Olímpico Bielorrusso

A atleta Kristina Timanovskaya expressou através das redes sociais diversas queixas acerca do corpo técnico do COB. Uma delas refere que o COB a tinha obrigado a competir na série 4 × 400 m, apesar de ela ter só qualificação para os 100 e os 200 metros. Foi a sua recusa que levou o COB a retirá-la da prova da segunda-feira e antecipar-lhe para domingo, 01, o regresso a Minsk.

Para o treinador chefe Yuri Moisevich em depoimento à televisão pública japonesa, "ela começou a agir de maneira estranha", a dar sinais de que "algo fora do normal" estava a acontecer, "ela ficava em total isolamento, recusava conversar".

Entretanto, contou o treinador ao online russo RT, a sprinter foi abordada por um diplomata polaco, Pawel Jablonski, que lhe explicou o sistema polaco de asilo e se ofereceu para a ajudar.

A autoridade olímpica da Bielorrússia — o COB é liderado desde fevereiro pelo filho de Alexander Lukashenko, presidente há trinta anos — emitiu um comunicado em que justifica a decisão de mandar a atleta para casa na véspera da prova desta segunda-feira. O corpo técnico do COB tomou a decisão com base num parecer médico que refere "a situação emocional e psicológica da atleta".

A decisão de Kristina Timanovskaya, segundo a AP, inspirou já outros atletas bielorrussos. A heptatleta Yana Maksimava e o marido, Andrei Krauchanka, vencedor da medalha de prata no decatlo nas Olimpíadas de 2008 em Beijing/Pequim já expressaram que vão pedir asilo na Alemanha.

Fontes: AP/BBC/Reuters. Relacionado: Tokyo’21: Atleta bielorrussa defecta está em Varsóvia — "Não traí o meu país", 04.ago.021. Foto: A atleta medalha de ouro na Universiade de 2019 nos 200 metros. Medalha de prata nos Europeus sub-23 de 2017 nos 100 metros.

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