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Turbulência no sector dos transportes aéreos: Trabalhadores da ASA entram em greve durante 48 horas 17 Dezembro 2021

No momento em que a renacionalizada TACV prepara-se para iniciar voos internacionais, o sector dos transportes aéreos em Cabo Verde conhece uma nova turbulência. Os trabalhadores da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) entregaram, através dos seus sindicatos representativos (SINTCAP e SITTHUR), esta quinta-feira, 16, na Administração da empresa e na Direção do Trabalho, um pré-aviso de greve de 48 horas, nos dias 28 e 30 deste corrente mês.

Turbulência no sector dos transportes aéreos: Trabalhadores da ASA entram em greve durante 48 horas

De acordo com uma nota enviada a este diário digital, a referida greve afetará todos os Aeroportos Internacionais e Aeródromos de Cabo Verde durante 24 horas, abrangendo todas as classes profissionais da ASA.

SINTCAP e SITTHUR fundamentam que as razões que levam os trabalhadores da ASA á greve, são várias, e prendem-se, principalmente, com a retirada de alguns direitos há muitos anos adquiridos, e a forma como a Administração vem lidando com os trabalhadores, impondo medidas que impactam profundamente a vida económica e financeira destes trabalhadores, no estilo «eu quero, posso e mando».

“É preciso realçar que entre a ASA e os dois Sindicatos - SINTCAP e SITTHUR - tem havido um histórico de negociações riquíssimo, com excelentes ganhos para os trabalhadores e, não podemos permitir que isso mude”, lê-se na nota.

Segundo a mesma fonte, a decisão de partirem para a greve foi tomada nas Assembleias de trabalhadores, que tiveram lugar em simultâneo, no dia 10 deste mês, nas Ilhas do Sal e de Santiago, em concertação com trabalhadores das outras Ilhas.

“Nestas assembleias, muito participadas, os trabalhadores manifestaram claramente o seu descontentamento e decidiram abertamente dizer basta ás violações dos seus direitos e garantias, partindo para a greve”, diz a representação sindical, em comunicado.

Conforme Luís da Rocha Silva, que trabalhou na empresa há 40 anos, fala em nome dos colegas, enumerando as razões que levaram os trabalhadores a tomarem a decisão de apresentar à sua empresa o pré-aviso de greve, enumerando alguns fatores, que se seguem:

• Os trabalhadores apresentam o pré-aviso de greve, para dizer um basta nas violações dos seus direitos e garantias;
• Que o subsídio de férias é um destes direitos e está perfeitamente claro no relatório e contas da ASA e, é pago há décadas;
• O Subsídio de Natal foi reduzido a 50%, desde o ano passado. Este ano os trabalhadores não entendem a mesma redução sabendo que as condições financeiras atuais são muito melhores;
• Que o CA acha que pode, violando o CL, que dita claramente como se deve proceder o pagamento do subsídio de Natal, ditando de forma arbitraria as percentagens como bem entender;
• A Empresa adiou também a progressão profissional que deveria ocorrer em Janeiro de 2020;
• Acrescenta que o CA não está interessado em resolver esses problemas, adiando de forma abusiva, para Março de 2022, o pagamento do subsídio de férias aos trabalhadores que não recebeu esse subsidio em 2020;
Remata ainda que os trabalhadores estão atentos ao processo de concessão e das exigências do concorrente, por isso não podem ficar quietos, o que pode por em causa estes direitos e garantias;
• Disse ainda que os trabalhadores já estão esgotados com o comportamento do CA, por isso a resposta de união da classe foi dada no dia 10 nas assembleias realizadas no dia 10, em simultâneo, na praia e Sal;

A nota que vimos referindo terminou, dizendo que os trabalhadores estão atentos à tentativa de desinformação da Empresa, apelando para que todos se mantenham unidos e coesos, sem receio pois são eles os (trabalhadores), os verdadeiros donos da Empresa e, acrescenta que outras empresas com situação financeira menos favorável que a ASA cumpre com os seus trabalhadores. Deixa claro que os trabalhadores estão conscientes do momento que vivemos e diz estarem abertos ao diálogo e remata que não será com certeza com tentativa de por em causa o trabalho dos sindicatos que a ASA irá impedir os trabalhadores de exigirem os seus direitos, refere o comunicado do SINTCAP e SITTHUR.

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