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E-fraudes e outras — Travestiu-se para fazer exame de ingresso na universidade 15 Dezembro 2021

A Agência da Unesco para a Educação Superior em Segurança (Etico IIEP) surgiu da necessidade de abordar o fenómeno da fraude nos novos contextos tecnológicos. Os Estados Unidos sem surpresa surgem à cabeça como um dos primeiros espaços onde a e-fraude académica prosperou desde a entrada no milénio.

 E-fraudes e outras — Travestiu-se para fazer exame de ingresso na universidade

O grande desafio na deteção de diversos tipos de fraude académica é aumentado com a facilidade trazida pelo copy-paste.

O fenómeno da e-fraude proporcionado pelas novas tecnologias requer portanto um esforço para os intervenientes combaterem a e-fraude. Desde logo, a montante ao agirem de modo preventivo através da planificação educativa.

Por negócio, indesculpável. Por amizade? Não desculpa

Retomamos o título que foi notícia (relativamente) recente (Artigo publicado
Presa por "exagerar" notas académicas — Fraude em exame teve até travesti, 15.ago.021).

A explicadora que fez disso negócio e "exagerou" as classificações. Isto está na notícia acima referida, tal como o episódio que se volta a transcrever.

31 de julho era o terceiro dia da prova de ingresso ao ensino superior, o ’bac’ da francofonia. Como nos dois dias anteriores, os candidatos identificaram-se e entraram na sala. Só após a distribuição da última prova é que o olho de lince duma professora vigilante se deu conta de que havia um erro de identidade, que a Gangué Dioum no BI era afinal o Khadim Mboup. Khadim Mboup, estudante da universidade de Saint-Louis. Gangué Dioum, estudante liceal e candidata ao bac. O estudante de vinte e dois anos tinha aceitado ajudar a amiga de vinte anos, substituindo-a na prova de inglês.

O seu plano conjunto, com ele a identificar-se como ela com o disfarce que o transformou, teve sucesso até um momento avançado da última prova.

Só ao terceiro dia, já a meio da prova é que uma professora vigilante verbalizou as suas suspeitas. O disfarce caiu, os dois foram presos e apresentados em tribunal.

A imprensa internacional (RFI, L’Express...) dá-os como namorados, na linha da imprensa senegalesa que pintou tudo com o "rosa do amor". Mas não: em tribunal ambos declararam que não há romance e sim amizade.

Segundo o advogado Assane Dioma Ndiaye que defendeu a estudante, Gangué Dioum declarou ao juiz que pediu a ajuda do amigo porque estava doente. Khadim Mboup deslocou-se de Saint-Louis para Diourbel, a 267 km de distância.

O tribunal deu-lhes a mesma pena na leitura da sentença: um mês de prisão. Ele por fraude, ela por cumplicidade.

Fontes: AFP/Africa News/L’Express/... Fotos: A necessidade de abordar o fenómeno da fraude nos novos contextos tecnológicos. Khadim Mboup vestido de Gangué Dioum: vermelhos o vestido e o lenço de cabeça; pretos o lenço ao pescoço e os enfeites do vestido. O mapa do percurso mede a força da amizade.

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